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aquela parábola de um livro de Jacob
por um prato de lentilhas Esaú
guloso ou faminto ou exausto
ou simplesmente na condição de um nome
exemplo no tempo e no espaço.
na essência do caso debruço-me no abismo
e imagino o cansaço os trajes gastos
só as poeiras na cor das sandálias.
os olhos azuis e estrábicos
talvez um cajado um encosto
um suporte de músculos mártires
e o aroma ondulante cinzelado e curvo
pelo ar como uma serpente
vem. vem. vem. o alimento.
pois e se e talvez antes do pai a morte.
na mais completa sedução Jacob
de colher de pau . provando.
saboreando. de novo sorvendo.
olhos vermelhos e inflamados
falas de diabo e ausências de remorso
desculpando a culpa aceitando toda a justiça
de uma mais que aceitável troca . que bom!
um prato de lentilhas mil moedas para um faminto.
de qualquer forma estava predestinado
talvez os astros pois sonhou anteriormente
de voltas e revoltas nos sonos encobertos
primogénito. primogénito. primogénito.
um dia. um dia. um dia.
o alcance egoísta o objecto a coisa o material
e não será concerteza um só caso singular
tantas e tantas vezes por um prato de lentilhas
se atiram os sonhos longe muito longe
como pérolas ao mar –
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