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sexta-feira, 6 de março de 2009

Vicky Cristina Barcelona

Tu és tão forte
Abeira-te a morte
E a vida
Na mesma intensa
Corrida
Flor vermelha
Bem garrida
Do teu sangue quente
Escorre
Toda a paixão
Que te move

Tu és tão doce
Antes da paixão
A posse
De um amor
Que consumiu
Todas as notas
Da guitarra
Que bem assim te tocava
E a tua flor abriu
Só no fim tu percebeste
Que pouco afinal te moveste
E foi o amor quem fugiu

Tu és tão livre
Solta-te ao mundo
E vive
Procurando procurar
Quem tu és
Já pouco conta
Tu és quem sempre te encontra
És prémio de quem achar
Só no fim tu percebeste
Que parada te moveste
Sem nunca deixares de andar

quinta-feira, 5 de março de 2009

Vicky Barcelona-recuerdos de alhambra

Recuerdos de Alhambra
na guitarra bronzeada de Oviedo.

Cristina submissa
ferida na úlcera de um tanino
-tinto mal digerido-
escapou fugaz em halo de seara
seduziu no abandono louro
a almofada
no terapêutico repouso.

Inebriou Vicky a noite intensa
(húmidos vapores na relva Shakespeare)
e o ponteado crescido de barba rude
face visível de Juan
na oculta raíz de poeta
melodias de Tarrega
a corda sensível.

Vicky Juan o ecrã de lua.

Supomos o chão envolto
na queda unida
romântica sina;
amarelos de Miró
pastilhas de azulejo
fantasias de Gaudi.

Vicky de alça descaída
pés descalços indiferentes
no caminho das formigas
vibra
nas cordas da melodia.


Escrevi este poema no tal desafio de poema sobre o filme de Woody Allen.
Também publiquei a música de que gosto muito.