Corre rio, corre,
corre desenfreado,
a brutal enxurrada descaracterizou-te,
embruteceu-te!
Levas vidas que afogas
diabolicamente,
porque tudo inundas
além do teu leito que te não basta!
Fustigas-nos a alma
submissa e impotente,
enquanto olhamos a TV
visualizando dramáticos confrontos
entre a morte e a vida
de seres vivos despojados,
trucidados,
mas sobretudo inocentes!
Dás crédito à revolta da natureza,
à força incomensurável
dum Planeta bom
que nos acolheu,
mas hoje tristemente abandonado à sua sorte
por culpa de humanos indígnos,
tresloucados,
não merecedores da coabitação!
Corre rio, corre,
corre desesperado,
porque em teu feroz seio
também levas os gritos e lágrimas
dum Planeta que chora
inexoravelmente a sua desdita!...
(Antonio Luíz, 20-01-2011, in " Poesia pragmática: poemas de Vidas" -
a publicar em Junho/Julho-2011).
Mostrar mensagens com a etiqueta António Luíz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Luíz. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
TERMINAL DE DESILUSÃO
Afundo-me na tristeza,
sem as lágrimas convulsivas de outrora,
mas compulsivamente irascível;
- nada mais vale a pena,
não interessa sequer avaliar
porque se demoliu o amôr
ou porque se esfumou a paixão!?
O fulgor do sol também se esvai,
e o vento ora sopra de rompante,
outras vezes porém tão meigo é,
apaziguador e tão refrescante!
........................
Hoje, o dilúvio assassino
perturba a doce paz da foz
do meu rio de encantos!
( Antonio Luíz, 23-01-2011,
in "Poesia pragmática: Poemas de vidas", a publicar em Junho/Julho-2011)
sem as lágrimas convulsivas de outrora,
mas compulsivamente irascível;
- nada mais vale a pena,
não interessa sequer avaliar
porque se demoliu o amôr
ou porque se esfumou a paixão!?
O fulgor do sol também se esvai,
e o vento ora sopra de rompante,
outras vezes porém tão meigo é,
apaziguador e tão refrescante!
........................
Hoje, o dilúvio assassino
perturba a doce paz da foz
do meu rio de encantos!
( Antonio Luíz, 23-01-2011,
in "Poesia pragmática: Poemas de vidas", a publicar em Junho/Julho-2011)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
RIO EM DESESPERO
Corre rio corre,
corre desenfreado,
a brutal enxurrada descaracterizou-te,
e embruteceu-te.
Levas vidas que afogas diabolicamente,
porque tudo inundas
além do teu leito que te não basta;
fustígas-nos a alma
submissa e impotente
enquanto olhamos a TV
visualizando dramáticos confrontos
entre a morte e a vida
de seres vivos despojados,
t ã o t r u c i d a d o s,
mas sobretuto inocentes...
....................
Dás crédito à revolta da natureza,
à força incomensurável
dum Planeta bom
que nos acolheu,
mas hoje tristemente abandonado à sua sorte,
por culpa de humanos indígnos,
t ã o t r e s l o u c a d o s ,
não merecedores da cohabitação!
Corre, rio corre,
corre desesperado
porque em teu feroz seio
também levas os gritos e lágrimas
dum Planeta que chora
inexoravelmente a sua desdita!
( António Luíz, 20-01-2011; incluído no livro:
"Poesia pragmática: Poemas de Vidas" - 2010/11)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
TERMINAL DE DESILUSÃO
Afundo-me na tristeza,
sem as lágrimas convulsivas de outrora,
mas compulsivamente irrascível;
nada mais vale a pena,
não interessa sequer avaliar
porque se demoliu o amôr,
ou porque se esfumou a paixão(?).
...o fulgor do sol também se esvai,
e o vento ora sopra de rompante,
outras vezes porém tão meigo é,
apaziguador, e tão refrescante!
...............................
...Hoje, o dilúvio assassino
perturba a doce paz da foz
do meu rio de encantos!...
(Quando o(a) companheiro(a) de uma longa e
emotiva viagem foi a paixão, ou simplesmente
uma excelente e amiga criatura que no final
se despede para sempre...como que a morte o(a)
tenha levado).
- António Luíz, 13 a 19/01/2011
sem as lágrimas convulsivas de outrora,
mas compulsivamente irrascível;
nada mais vale a pena,
não interessa sequer avaliar
porque se demoliu o amôr,
ou porque se esfumou a paixão(?).
...o fulgor do sol também se esvai,
e o vento ora sopra de rompante,
outras vezes porém tão meigo é,
apaziguador, e tão refrescante!
...............................
...Hoje, o dilúvio assassino
perturba a doce paz da foz
do meu rio de encantos!...
(Quando o(a) companheiro(a) de uma longa e
emotiva viagem foi a paixão, ou simplesmente
uma excelente e amiga criatura que no final
se despede para sempre...como que a morte o(a)
tenha levado).
- António Luíz, 13 a 19/01/2011
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
AFOGAMENTOS
Como gostaria
de penetrar a densa espuma,
enfrentar ondas traiçoeiras
e insidiosas brumas
desenhando tenebrosos castelos
longe lá longe no mar,
e salvar vultos amistosos,
traze-los a porto seguro,
estável e cúmplice.
... Mas algo me diz
que lá chegaria
e que nenhum amigo
conseguiria salvar!...
...........................................
A amizade esfuma-se
e afunda-se literalmente,
entre os dedos negros de mãos
laxas e escorregadias,
tão exaustas de combater!
( Antonio Luíz, "Poesia pragmática: poemas de Vidas",
a editar em 2010 ( 06-09-2010)
de penetrar a densa espuma,
enfrentar ondas traiçoeiras
e insidiosas brumas
desenhando tenebrosos castelos
longe lá longe no mar,
e salvar vultos amistosos,
traze-los a porto seguro,
estável e cúmplice.
... Mas algo me diz
que lá chegaria
e que nenhum amigo
conseguiria salvar!...
...........................................
A amizade esfuma-se
e afunda-se literalmente,
entre os dedos negros de mãos
laxas e escorregadias,
tão exaustas de combater!
( Antonio Luíz, "Poesia pragmática: poemas de Vidas",
a editar em 2010 ( 06-09-2010)
O OLHAR DE SOFIA
Olhas tranquila o infinito,
com um olhar pleno de 6 meses;
olhos lindos
verdes, azuis ou castanhos (?).
Que importa que cor seja
se são tão ternos e doces
cheios de luz e sumptuosidade ?!
Perscrutas subtil o infinito
de olhos esbugalhados
imperturbáveis,
mas que tanto me perturbam
pois não consigo decifrar
ou no mínimo alhear-me
do Teu tão enigmático olhar...
...Sofia, verás a natureza
linda e grandiosa como Teu olhar,
ser acariciada e respeitada
com seus voluptuosos rios,
montanhas e vales verdejantes,
crescendo como Tu
ao sabor de mimosa e silenciosa chuva?
...Sofia, verás o mar sem grude
com seres vivos brincalhões
e não cativeiros de lamas e pestes,
que lhes atraiçoam a vida
e vão matando a descendência
na alegria de seus abrigos?
...Sofia, verás o azul celeste
sem máculas mas ozono suficiente,
sem desenlaces aeronáuticos
e sem tempestades desmedidas,
que Te podem um dia maltratar,
e roubar Teu angelical sorriso
que é já p'ra nós motor vital?
...Sofia, ou verás apenas raios de sol
imaculados, sem penumbras,
banhando nossos sentimentos
e nossos lagos sistémicos,
ou tristes desertos cerebrais,
ávidos de emoções e criatividade?
...Sofia, ou verás revelações de confiança
ou estandartes de novas esperanças
atingindo as Novas Gerações,
que Te irão oferecer um mundo
bem diferente e jovial,
honesto, credível e humano?
....................................................
Ainda não me falas Sofia,
mas creio ser esta "boa alucinação"
que Teu olhar doce e penetrante
tanto saboreia e Te delicia!
Um dia contar-me-às o Teu segredo!...
(Antonio Luíz, in "Poesia pragmática: poemas de Vidas" -
texto poético dedicado a minha neta ( 03-09-2010).
com um olhar pleno de 6 meses;
olhos lindos
verdes, azuis ou castanhos (?).
Que importa que cor seja
se são tão ternos e doces
cheios de luz e sumptuosidade ?!
Perscrutas subtil o infinito
de olhos esbugalhados
imperturbáveis,
mas que tanto me perturbam
pois não consigo decifrar
ou no mínimo alhear-me
do Teu tão enigmático olhar...
...Sofia, verás a natureza
linda e grandiosa como Teu olhar,
ser acariciada e respeitada
com seus voluptuosos rios,
montanhas e vales verdejantes,
crescendo como Tu
ao sabor de mimosa e silenciosa chuva?
...Sofia, verás o mar sem grude
com seres vivos brincalhões
e não cativeiros de lamas e pestes,
que lhes atraiçoam a vida
e vão matando a descendência
na alegria de seus abrigos?
...Sofia, verás o azul celeste
sem máculas mas ozono suficiente,
sem desenlaces aeronáuticos
e sem tempestades desmedidas,
que Te podem um dia maltratar,
e roubar Teu angelical sorriso
que é já p'ra nós motor vital?
...Sofia, ou verás apenas raios de sol
imaculados, sem penumbras,
banhando nossos sentimentos
e nossos lagos sistémicos,
ou tristes desertos cerebrais,
ávidos de emoções e criatividade?
...Sofia, ou verás revelações de confiança
ou estandartes de novas esperanças
atingindo as Novas Gerações,
que Te irão oferecer um mundo
bem diferente e jovial,
honesto, credível e humano?
....................................................
Ainda não me falas Sofia,
mas creio ser esta "boa alucinação"
que Teu olhar doce e penetrante
tanto saboreia e Te delicia!
Um dia contar-me-às o Teu segredo!...
(Antonio Luíz, in "Poesia pragmática: poemas de Vidas" -
texto poético dedicado a minha neta ( 03-09-2010).
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
BEBER ( ou porque bebo )
Bebo consciente,
bebo p´ra me libertar da solidão
aquela que paira dentro de mim;
Bebo p´ra me sentir feliz
ou porque me encontro feliz;
....
Bebo porque sou livre,
e nunca p´ra me apoderar da liberdade!
....
Bebo p´ra compreender o ser humano
que tanto me desilude,
bebo p´ra sentir de forma efémera
que o mundo afinal é feliz,
e que ele permite por instantes
que meus sonhos sejam viáveis!
....
Bebo porque sou livre
mas nunca p´ra me apoderar da liberdade!
....
Bebo para fugir à rotina
que me desnorteia e trucida,
mas não bebo por paixão
ou sequer por dependência;
Bebo por lúcido desafio
p´ra sentir que vale a pena a Vida;
Bebo p´ra sentir que há um amigo
ao dobrar de cada esquina,
bebo p´ra mitigar a tristeza
e p´ra compensar a incredulidade,
o desamor e a frustração.
....
Mas juro que acima de tudo
bebo porque sou livre,
não p´ra me apoderar da liberdade
nem viver o desvario
de uma qualquer perversa emoção!
(António Luíz, in "Poesia pragmática: Poemas de vidas ",
a publicar em 2010 ).
bebo p´ra me libertar da solidão
aquela que paira dentro de mim;
Bebo p´ra me sentir feliz
ou porque me encontro feliz;
....
Bebo porque sou livre,
e nunca p´ra me apoderar da liberdade!
....
Bebo p´ra compreender o ser humano
que tanto me desilude,
bebo p´ra sentir de forma efémera
que o mundo afinal é feliz,
e que ele permite por instantes
que meus sonhos sejam viáveis!
....
Bebo porque sou livre
mas nunca p´ra me apoderar da liberdade!
....
Bebo para fugir à rotina
que me desnorteia e trucida,
mas não bebo por paixão
ou sequer por dependência;
Bebo por lúcido desafio
p´ra sentir que vale a pena a Vida;
Bebo p´ra sentir que há um amigo
ao dobrar de cada esquina,
bebo p´ra mitigar a tristeza
e p´ra compensar a incredulidade,
o desamor e a frustração.
....
Mas juro que acima de tudo
bebo porque sou livre,
não p´ra me apoderar da liberdade
nem viver o desvario
de uma qualquer perversa emoção!
(António Luíz, in "Poesia pragmática: Poemas de vidas ",
a publicar em 2010 ).
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A MINHA ESPERANÇA NUM NOVO AMANHÃ
Que seria de mim, de nós,
se perpetuássemos a convicção da espera eterna,
se perdêssemos a esperança num Futuro
de vermos transformado em presente
um 30 de Fevereiro!
Ambição sublime, para nós realidade,
comunhão bendita à luz do nosso eu
ou de um qualquer Deus...
Só por isso
eu devo sorrir quando triste,
eu não sofro demasiado vendo jovens enlaçados
seguindo seus caminhos mesmo sem rumo!
Só por isso
eu consigo um frágil equilíbrio,
que uma tristeza-revolta me não aniquile,
que uma grande angústia se dissipe,
enquanto espero por te reencontrar!
Só por isso
eu consigo fugir de mim mesmo,
deixando para trás todo um sentir,
tão belo e tão humano que nos uniu,
e que será, por certo, amanhã em nós
vivência constante como outrora,
meu sublime e inacabado amôr!
( António Luíz, Porto -1990; in " EU e O SILÊNCIO",
1994 - 1ª edição / 2008 - Edições Ecopy )
se perpetuássemos a convicção da espera eterna,
se perdêssemos a esperança num Futuro
de vermos transformado em presente
um 30 de Fevereiro!
Ambição sublime, para nós realidade,
comunhão bendita à luz do nosso eu
ou de um qualquer Deus...
Só por isso
eu devo sorrir quando triste,
eu não sofro demasiado vendo jovens enlaçados
seguindo seus caminhos mesmo sem rumo!
Só por isso
eu consigo um frágil equilíbrio,
que uma tristeza-revolta me não aniquile,
que uma grande angústia se dissipe,
enquanto espero por te reencontrar!
Só por isso
eu consigo fugir de mim mesmo,
deixando para trás todo um sentir,
tão belo e tão humano que nos uniu,
e que será, por certo, amanhã em nós
vivência constante como outrora,
meu sublime e inacabado amôr!
( António Luíz, Porto -1990; in " EU e O SILÊNCIO",
1994 - 1ª edição / 2008 - Edições Ecopy )
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
D E S C O M P R E S S Ã O
Procuro compensar a azáfama,
o bulício brutal vivido
com o pandemónio do stress laboral;
o polegar firme
e a polpa do indicador,
premem minhas têmporas,
deixo que o índex se estenda
por toda a minha fronte,
cotovelo esquerdo sobre a mesa,
rodo o pescoço
sinto-o estalar e ranger,
provocando dor surda
por estiramento muscular;
sobrelevo os ombros
despertando dor aguda nos trapézios,
assim permaneço alguns segundos
aceitando dor crucial por intencional;
dentro em breve atingirei
tranquilo relaxamento funcional!
Olhos ainda cerrados, visão dourada,
mar azul em ilha deserta...
a cabeça ainda lateja em torpôr,
mas é silenciada a ansiedade,
vai-se esbatendo a intolerância;
deixo escorrer a fadiga,
regressa o possível discernimento,
e os neurónios mostram-se felizes
por gradualmente poderem retomar
a fisiologia primária em suas sinapses!
Olhos agora entreabertos,
tranquilo, e com alguma serenidade
introspectivamente assumo:
- terei por certo escapado ao infarto,
mas não ao absurdo stress profissional;
- como se pode assim louvar o trabalho ?!
(Antonio Luíz , 16-07-2009 - Poesia pragmática ).
o bulício brutal vivido
com o pandemónio do stress laboral;
o polegar firme
e a polpa do indicador,
premem minhas têmporas,
deixo que o índex se estenda
por toda a minha fronte,
cotovelo esquerdo sobre a mesa,
rodo o pescoço
sinto-o estalar e ranger,
provocando dor surda
por estiramento muscular;
sobrelevo os ombros
despertando dor aguda nos trapézios,
assim permaneço alguns segundos
aceitando dor crucial por intencional;
dentro em breve atingirei
tranquilo relaxamento funcional!
Olhos ainda cerrados, visão dourada,
mar azul em ilha deserta...
a cabeça ainda lateja em torpôr,
mas é silenciada a ansiedade,
vai-se esbatendo a intolerância;
deixo escorrer a fadiga,
regressa o possível discernimento,
e os neurónios mostram-se felizes
por gradualmente poderem retomar
a fisiologia primária em suas sinapses!
Olhos agora entreabertos,
tranquilo, e com alguma serenidade
introspectivamente assumo:
- terei por certo escapado ao infarto,
mas não ao absurdo stress profissional;
- como se pode assim louvar o trabalho ?!
(Antonio Luíz , 16-07-2009 - Poesia pragmática ).
5 POETRIX ( a propósito do Verão )
Condição sine qua non:
- amar na praia
sol e sofreguidão,
verão escaldante no coração.
Alternativa:
Esbracejo no mar,
pertenço-lhe por instinto
após escaldão.
Constatação:
Bátegas de água fresca
temperam gentilmente areia
solarenta.
Relaxamento arriscado:
Gente deambulante indefesa
em praias, sol a pique...
vida desprotegida.
Compensação:
Paixão na orla do mar,
abraços-protecção do sol
intempestivo.
(António Luíz , 28-07-2009 - Poesia pragmática )
- amar na praia
sol e sofreguidão,
verão escaldante no coração.
Alternativa:
Esbracejo no mar,
pertenço-lhe por instinto
após escaldão.
Constatação:
Bátegas de água fresca
temperam gentilmente areia
solarenta.
Relaxamento arriscado:
Gente deambulante indefesa
em praias, sol a pique...
vida desprotegida.
Compensação:
Paixão na orla do mar,
abraços-protecção do sol
intempestivo.
(António Luíz , 28-07-2009 - Poesia pragmática )
domingo, 26 de julho de 2009
S A U D A D E S D E A N G O L A ( em 7 simples actos )
1º acto: infância / puberdade
Escola primária de tão bela areia,
saltos à corda e ao eixo,
primeiros encantos juvenis;
corridas aos gelados
e na rampa do Salvador Correia...
doem-me as lembranças de Angola
de tempos felizes passados.
2º acto: grupo musical
Quatro calmos rapazes, originais,
espalhando simpatia e bela musicalidade,
"Diabólicos" eram líderes em reuniões pop
no Cine-esplanada Tropical,
... saudades de Angola e da performance vocal.
3º acto: faculdade de Medicina da U. Luanda
Exame de aptidão, marco estudantil,
pergunta sobre peritoneu
obrigou a resposta "do baril",
em 31 de julho saudades de Angola
por 35 anos de fulcral licenciatura!
4º acto: convívio e praias
fim de semana permanente em praia,
ilha do Mussulo e contracosta,
águas serenas
mais avolumam saudades tremendas de Angola
ainda em ressuscitação!
5º acto: guerra colonial
Guerra: terrorismo, ou libertação ?
Necessária turbulência
provocando triste fuga !? Ou descolonização ?!
Saudades de Angola não apagam brutal destruição...
6º acto: abandono e partida para " o Continente"
Amor, dedicação - a que outros chamaram "racismo",
muitos anos perdidos de convívio racial,
e um retorno sofrido a um novo País
que jamais colmatou saudades de Angola de forma total!
7º acto: guerra civil
Desentendimentos, ambições políticas pueris,
guerra de irmãos sem perdão,
de que vale ter saudades de Angola
se a lembrança de maus acordos
e dos mortos ainda está viva,
se os imbondeiros se curvam perante a dôr
e as acácias jamais se abrirão em flôr?!...
(António Luíz, 25-07-2009) - do livro em preparação
intitulado "Poesia pragmática", integrando todos os poemas pós-Curso
de Escrita Criativa de Set-2008 da Fac. Letras U. P.
Escola primária de tão bela areia,
saltos à corda e ao eixo,
primeiros encantos juvenis;
corridas aos gelados
e na rampa do Salvador Correia...
doem-me as lembranças de Angola
de tempos felizes passados.
2º acto: grupo musical
Quatro calmos rapazes, originais,
espalhando simpatia e bela musicalidade,
"Diabólicos" eram líderes em reuniões pop
no Cine-esplanada Tropical,
... saudades de Angola e da performance vocal.
3º acto: faculdade de Medicina da U. Luanda
Exame de aptidão, marco estudantil,
pergunta sobre peritoneu
obrigou a resposta "do baril",
em 31 de julho saudades de Angola
por 35 anos de fulcral licenciatura!
4º acto: convívio e praias
fim de semana permanente em praia,
ilha do Mussulo e contracosta,
águas serenas
mais avolumam saudades tremendas de Angola
ainda em ressuscitação!
5º acto: guerra colonial
Guerra: terrorismo, ou libertação ?
Necessária turbulência
provocando triste fuga !? Ou descolonização ?!
Saudades de Angola não apagam brutal destruição...
6º acto: abandono e partida para " o Continente"
Amor, dedicação - a que outros chamaram "racismo",
muitos anos perdidos de convívio racial,
e um retorno sofrido a um novo País
que jamais colmatou saudades de Angola de forma total!
7º acto: guerra civil
Desentendimentos, ambições políticas pueris,
guerra de irmãos sem perdão,
de que vale ter saudades de Angola
se a lembrança de maus acordos
e dos mortos ainda está viva,
se os imbondeiros se curvam perante a dôr
e as acácias jamais se abrirão em flôr?!...
(António Luíz, 25-07-2009) - do livro em preparação
intitulado "Poesia pragmática", integrando todos os poemas pós-Curso
de Escrita Criativa de Set-2008 da Fac. Letras U. P.
E X T R E M O S
És tantas vezes adorável colibri,
borboleta dançando em minha mão,
cordeirinho que eu afago com enlevo,
chuva que me lava toda a alma
neste arquétipo inferno
apenas salvo pelo dom do amôr!
Dou assim asas às andorinhas do meu prazer,
e amo-te então sem quaisquer limites...
Outras vezes sufocas-me as vontades,
esganas toda a minha planificação,
trituras-me os sonhos e as realisações,
bloqueio-me... e não há ódio,
mas também não há perdão!
Então, mesmo que o queira,
não consigo mais olhar-te
nem tão pouco amôr falar-te,
pois o beija -flor, a borboleta,
o cordeirinho e a própria chuva sofrem mutação,
transformando-se nas coisas mais hediondas
e mortíferas deste mundo!
Então, não solto as andorinhas do meu prazer,
e não é possivel amar-te,
mesmo que por gentileza tua
fosse desejo teu!
(António Luíz , 23-07-2009 ) - do livro em preparação
intitulado " Poesia pragmática" , integrando os poemas pós-Curso de
Escrita Criativa de Set-2008, Fac Letras U. P.
borboleta dançando em minha mão,
cordeirinho que eu afago com enlevo,
chuva que me lava toda a alma
neste arquétipo inferno
apenas salvo pelo dom do amôr!
Dou assim asas às andorinhas do meu prazer,
e amo-te então sem quaisquer limites...
Outras vezes sufocas-me as vontades,
esganas toda a minha planificação,
trituras-me os sonhos e as realisações,
bloqueio-me... e não há ódio,
mas também não há perdão!
Então, mesmo que o queira,
não consigo mais olhar-te
nem tão pouco amôr falar-te,
pois o beija -flor, a borboleta,
o cordeirinho e a própria chuva sofrem mutação,
transformando-se nas coisas mais hediondas
e mortíferas deste mundo!
Então, não solto as andorinhas do meu prazer,
e não é possivel amar-te,
mesmo que por gentileza tua
fosse desejo teu!
(António Luíz , 23-07-2009 ) - do livro em preparação
intitulado " Poesia pragmática" , integrando os poemas pós-Curso de
Escrita Criativa de Set-2008, Fac Letras U. P.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
VIVÊNCIA DOS TEMPOS ( comentário a Miguel Torga)
O Tempo foge-me
louco e desenfreado,
por muito que o queira reter,
tocar, ou agarrar
ou mesmo subtilmente prender...
Por vezes tenho louco desejo
de o encarcerar em mim,
p'ra que não possa fugir-me mais,
para que o possa assim dominar!
Não me restam dúvidas
que o tempo passado me fugiu,
mas tentei que me ensinasse
algo de sublime, ou de muito vital;
procurei ser receptáculo fiel
dos seus melhores ensinamentos,
p'ra que me ajude a agarrar
um Tempo ideal no presente,
p'ra que me ensine a amá-lo
sem desesperança, mas com amor,
e sem quaisquer critérios de submissão!
Nesta interdependência fulcral,
ou nesta amálgama de razoável vivência,
eu sobrevivo, e testo
a tamanha importância do Tempo;
por vezes vejo-me sem alternativa,
acreditando na louca decisão
da procura de um novo Tempo...
Como Miguel Torga em sua "Viagem",
eu assumo fielmente que
"em qualquer aventura, o que importa é partir,
não é chegar!" .
Interrogo-me se na viagem louca do Tempo,
não haverá a mesma percepção (?)
em relação a um Tempo vindouro
que se não pretende adivinhar?!...
Afinal, o mais importante pode ser
recriar ou reinventar um Tempo futuro,
partir para ele sem hesitação,
ou sem qualquer arrependimento,
por certo sem qualquer lamúria,
não importando saber
se o momento-instante do começo,
- quer para o bem, quer para o mal -,
poderá passar algum dia
a um qualquer tempo deserto,
sem chegada e sem qualquer fim?!...
Primordial é o Tempo da coragem,
da realização dos sonhos,
o Tempo do altruísmo e da abnegação,
mesmo que não haja homenagem,
ou um qualquer tipo de condecoração!
(António Luíz, 15-07-2009 )
louco e desenfreado,
por muito que o queira reter,
tocar, ou agarrar
ou mesmo subtilmente prender...
Por vezes tenho louco desejo
de o encarcerar em mim,
p'ra que não possa fugir-me mais,
para que o possa assim dominar!
Não me restam dúvidas
que o tempo passado me fugiu,
mas tentei que me ensinasse
algo de sublime, ou de muito vital;
procurei ser receptáculo fiel
dos seus melhores ensinamentos,
p'ra que me ajude a agarrar
um Tempo ideal no presente,
p'ra que me ensine a amá-lo
sem desesperança, mas com amor,
e sem quaisquer critérios de submissão!
Nesta interdependência fulcral,
ou nesta amálgama de razoável vivência,
eu sobrevivo, e testo
a tamanha importância do Tempo;
por vezes vejo-me sem alternativa,
acreditando na louca decisão
da procura de um novo Tempo...
Como Miguel Torga em sua "Viagem",
eu assumo fielmente que
"em qualquer aventura, o que importa é partir,
não é chegar!" .
Interrogo-me se na viagem louca do Tempo,
não haverá a mesma percepção (?)
em relação a um Tempo vindouro
que se não pretende adivinhar?!...
Afinal, o mais importante pode ser
recriar ou reinventar um Tempo futuro,
partir para ele sem hesitação,
ou sem qualquer arrependimento,
por certo sem qualquer lamúria,
não importando saber
se o momento-instante do começo,
- quer para o bem, quer para o mal -,
poderá passar algum dia
a um qualquer tempo deserto,
sem chegada e sem qualquer fim?!...
Primordial é o Tempo da coragem,
da realização dos sonhos,
o Tempo do altruísmo e da abnegação,
mesmo que não haja homenagem,
ou um qualquer tipo de condecoração!
(António Luíz, 15-07-2009 )
quarta-feira, 17 de junho de 2009
TEMPO ALÉM DO TEMPO ( ou Outro Tempo)
Quero tempo de viver
preciso de tempo, de muito mais tempo,
porque um dia saís-te de mim
e leváste-me o meu tempo.
Por distanciação no tempo
e sem vontade expressa,
apoderáste-te do meu tempo:
o tempo alegre,
o da compaixão,
o do convívio
e da compreensão!...
Hoje vivo outro tempo:
o tempo do inconformismo,
e o tempo que gira em meu redor,
que é o da incompreensão,
o da marginalisação,
um tempo sem clarificação
e sem qualquer temporalidade!...
E eu , que até dominava o tempo
perdi assim de repente
todo o meu querido tempo.
----------------------------------
Mas pela paixão
recriei um outro tempo,
tempo de sentir,
tempo de amar e florescer,
mas ainda e sempre de saudade
por vezes de solidão:
é o meu tempo moderno,
assaz emotivo,
também de compensação,
mas em simultâneo
um tempo gélido
por ser de afastamento,
tempo de discriminação,
que eu devo compreender
mas que tanto afecta
meu tempo de viver!
Odeio agora o tempo,
aquele que eu não temia,
o mesmo que eu dominava!
Agora fragmento o tempo
para o preencher e aceitar,
e juro que nunca, mas nunca,
me deixarei por ele dizimar,
pois é um tempo que entristece
e por vezes me faz calar!
---------------------------------
Refugio-me silenciosamente
no tempo dos meus silêncios,
deixando-me assim dominar;
assim controlo o meu tempo,
o tempo que me vai restando,
mas que sempre me estimula,
incentiva e agiganta
na procura de um novo tempo:
tempo de nova vida,
de afeição e ternura,
tempo de concórdia familiar,
tempo de criatividade,
tempo de inovação de sentimentos,
tempo de humanismo
e de aproximação vital
entre todos os nossos tempos!
------------------------------------
Suplico apenas
mais tempo de viver,
um tempo de sublime vivência,
ou serei forçado a inventar
um pouco mais de tempo
além do meu actual
mas tão curto
e tumultuoso tempo!...
António Luíz ( 21-05-2009)
preciso de tempo, de muito mais tempo,
porque um dia saís-te de mim
e leváste-me o meu tempo.
Por distanciação no tempo
e sem vontade expressa,
apoderáste-te do meu tempo:
o tempo alegre,
o da compaixão,
o do convívio
e da compreensão!...
Hoje vivo outro tempo:
o tempo do inconformismo,
e o tempo que gira em meu redor,
que é o da incompreensão,
o da marginalisação,
um tempo sem clarificação
e sem qualquer temporalidade!...
E eu , que até dominava o tempo
perdi assim de repente
todo o meu querido tempo.
----------------------------------
Mas pela paixão
recriei um outro tempo,
tempo de sentir,
tempo de amar e florescer,
mas ainda e sempre de saudade
por vezes de solidão:
é o meu tempo moderno,
assaz emotivo,
também de compensação,
mas em simultâneo
um tempo gélido
por ser de afastamento,
tempo de discriminação,
que eu devo compreender
mas que tanto afecta
meu tempo de viver!
Odeio agora o tempo,
aquele que eu não temia,
o mesmo que eu dominava!
Agora fragmento o tempo
para o preencher e aceitar,
e juro que nunca, mas nunca,
me deixarei por ele dizimar,
pois é um tempo que entristece
e por vezes me faz calar!
---------------------------------
Refugio-me silenciosamente
no tempo dos meus silêncios,
deixando-me assim dominar;
assim controlo o meu tempo,
o tempo que me vai restando,
mas que sempre me estimula,
incentiva e agiganta
na procura de um novo tempo:
tempo de nova vida,
de afeição e ternura,
tempo de concórdia familiar,
tempo de criatividade,
tempo de inovação de sentimentos,
tempo de humanismo
e de aproximação vital
entre todos os nossos tempos!
------------------------------------
Suplico apenas
mais tempo de viver,
um tempo de sublime vivência,
ou serei forçado a inventar
um pouco mais de tempo
além do meu actual
mas tão curto
e tumultuoso tempo!...
António Luíz ( 21-05-2009)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
TEMPO DE EPITÁFIOS
I -
Aqui jaz alguém
num exílio infindável,
um espaço de paz incomensurável,
lugar do Tempo de todos os tempos,
onde apenas floresce
a Memória dos ditosos momentos.
II -
Aqui jaz alguém
em exílio absurdo por tempo incerto,
campo de batalhas sempre deserto,
lugar do Tempo de todos os tempos,
onde apenas cresce
a Memória dos vazios opulentos.
III -
Aqui jaz alguém
em pacato exílio por benquista vontade,
mar imenso sem guerreiros, liberdade,
lugar do Tempo de todos os tempos,
onde apenas se enaltece
a Memória dos actos belos, não nevoentos.
(António Luíz ; VNGaia, 21-05-2009 )
Aqui jaz alguém
num exílio infindável,
um espaço de paz incomensurável,
lugar do Tempo de todos os tempos,
onde apenas floresce
a Memória dos ditosos momentos.
II -
Aqui jaz alguém
em exílio absurdo por tempo incerto,
campo de batalhas sempre deserto,
lugar do Tempo de todos os tempos,
onde apenas cresce
a Memória dos vazios opulentos.
III -
Aqui jaz alguém
em pacato exílio por benquista vontade,
mar imenso sem guerreiros, liberdade,
lugar do Tempo de todos os tempos,
onde apenas se enaltece
a Memória dos actos belos, não nevoentos.
(António Luíz ; VNGaia, 21-05-2009 )
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Confissão post-morten
Nasci, cresci um pouco à margem,
ou à míngua das benesses, ou do carinho,
subi tortuosos caminhos,
e desci escorregadias ladeiras;
vivi com sofreguidão a vida
e paixões as mais díspares e diversas,
e algumas tão tamanhas
que acreditei eternas;
mas perguntei-me por vezes:
- se fugazes,
porquê grandiosas e tamanhas?
Então, alheava-me da paixão,
por tudo e por nada vivia o desassossego,
e tantas vezes vivia a Vida
tão ferido de exclusão
que confesso não me entendia!...
Então, buscava a doce ternura
que quase sempre encontrava
lá longe, arredada , tão longínqua de mim,
e pegáva-a , derramando-a nos olhos
de quem me olhasse nos meus,
até me chegar a fadiga ou a exaustão,
que me subtraía a dôr
e me fazia proliferar a ilusão,
crivando-me a alma de fantasias,
e trespassando-me de luz o coração!...
Tentei estar na fila da frente,
após cumprir os meus sessenta,
esgrimindo-me contra o ódio,
a falsidade e a maledicência,
que tanta gente afugenta.
Corri atrás da liberdade,
que jamais pude atingir;
quiz ter Vida apaziguadora
de um mar revolto de emoções,
trinchei o ciúme e a cobardia
até sofrer grave mutação;
Transformei-me em alucinado ser
ao lutar pela verdade indiscutível,
mas desisti, bati no fundo,
situação gélida, inenarrável,
para mim contra-habitual, contranatura!
Preferiria ter-me afugado
numa lagoa de mel e bondade ,
ou ter-me explodido
num frondoso bosque de amôr,
equidade e de temperança!...
(António Luíz , 31-Março-2009)
ou à míngua das benesses, ou do carinho,
subi tortuosos caminhos,
e desci escorregadias ladeiras;
vivi com sofreguidão a vida
e paixões as mais díspares e diversas,
e algumas tão tamanhas
que acreditei eternas;
mas perguntei-me por vezes:
- se fugazes,
porquê grandiosas e tamanhas?
Então, alheava-me da paixão,
por tudo e por nada vivia o desassossego,
e tantas vezes vivia a Vida
tão ferido de exclusão
que confesso não me entendia!...
Então, buscava a doce ternura
que quase sempre encontrava
lá longe, arredada , tão longínqua de mim,
e pegáva-a , derramando-a nos olhos
de quem me olhasse nos meus,
até me chegar a fadiga ou a exaustão,
que me subtraía a dôr
e me fazia proliferar a ilusão,
crivando-me a alma de fantasias,
e trespassando-me de luz o coração!...
Tentei estar na fila da frente,
após cumprir os meus sessenta,
esgrimindo-me contra o ódio,
a falsidade e a maledicência,
que tanta gente afugenta.
Corri atrás da liberdade,
que jamais pude atingir;
quiz ter Vida apaziguadora
de um mar revolto de emoções,
trinchei o ciúme e a cobardia
até sofrer grave mutação;
Transformei-me em alucinado ser
ao lutar pela verdade indiscutível,
mas desisti, bati no fundo,
situação gélida, inenarrável,
para mim contra-habitual, contranatura!
Preferiria ter-me afugado
numa lagoa de mel e bondade ,
ou ter-me explodido
num frondoso bosque de amôr,
equidade e de temperança!...
(António Luíz , 31-Março-2009)
segunda-feira, 16 de março de 2009
ÁRVORE À BEIRA DA AUTO-ESTRADA
Árvore que te deleitas com o pôr-do-sol,
após febril temperatura longas horas,
um eterno dia sob poderosos raios solares
que te despertaram,
que te deram vida!...
Fizeram-te ferver a seiva,
e levaram-te ao esquecimento
do quanto és escrava
do teu espaço, do teu chão
e do incomensurável Tempo...
Tu pareces estátua silenciosa,
pacata, quieta, muda;
mas não és desdém, nem coisa simples
espetada à beira da auto-estrada!...
És coisa bem viva, sempre atenta,
absolutamente erecta, em ortostatismo sereno;
contudo, a teu lado jazem tantas raízes
no sub-solo, sob o asfalto carrasco!...
Tentas ignorar um tal sacrilégio,
creio sim que és um pouco humana:
- cúmplice dos silêncios,
arrancados à tenaz penumbra
e companheiros íntimos do luar!
- teus braços e folhagem
dialogam com pacatos, ou tremendos ventos,
aceitando-os perdidamente
com muita paixão;
mas não bastam para casamento,
pois perderiam a liberdade, a autonomia,
e não dançariam mais
ao sabor das tempestades, ou das geadas,
ou do intrépido mas temível granizo!...
Não mereces que um terramoto
esventre as tuas raízes,
ou te derrube sem nexo, sem ponderada explicação,
e sem dignidade, ou sem honra...
...Sim! Sei que nunca aceitarás comiseração,
uma qualquer espécie de piedade,
apesar da vida única e solitária
que aceitas como teu Destino!
...Serás sempre uma bela árvore frondosa,
aqui plantada à beira da auto-estrada;
centenária, mas eternamente bonita ,
caprichosa mas vital ao ser humano,
e força arrebatadora que eu preciso
para me erguer ,
em dias menos construtivos da minha Vida,
que eu persigo e tanto quero
sem pinga de escravidão!...
( António Luíz , 10-03-2009 , durante viagem de regresso
a casa, na A1 - percurso entre Amarante e Porto )
após febril temperatura longas horas,
um eterno dia sob poderosos raios solares
que te despertaram,
que te deram vida!...
Fizeram-te ferver a seiva,
e levaram-te ao esquecimento
do quanto és escrava
do teu espaço, do teu chão
e do incomensurável Tempo...
Tu pareces estátua silenciosa,
pacata, quieta, muda;
mas não és desdém, nem coisa simples
espetada à beira da auto-estrada!...
És coisa bem viva, sempre atenta,
absolutamente erecta, em ortostatismo sereno;
contudo, a teu lado jazem tantas raízes
no sub-solo, sob o asfalto carrasco!...
Tentas ignorar um tal sacrilégio,
creio sim que és um pouco humana:
- cúmplice dos silêncios,
arrancados à tenaz penumbra
e companheiros íntimos do luar!
- teus braços e folhagem
dialogam com pacatos, ou tremendos ventos,
aceitando-os perdidamente
com muita paixão;
mas não bastam para casamento,
pois perderiam a liberdade, a autonomia,
e não dançariam mais
ao sabor das tempestades, ou das geadas,
ou do intrépido mas temível granizo!...
Não mereces que um terramoto
esventre as tuas raízes,
ou te derrube sem nexo, sem ponderada explicação,
e sem dignidade, ou sem honra...
...Sim! Sei que nunca aceitarás comiseração,
uma qualquer espécie de piedade,
apesar da vida única e solitária
que aceitas como teu Destino!
...Serás sempre uma bela árvore frondosa,
aqui plantada à beira da auto-estrada;
centenária, mas eternamente bonita ,
caprichosa mas vital ao ser humano,
e força arrebatadora que eu preciso
para me erguer ,
em dias menos construtivos da minha Vida,
que eu persigo e tanto quero
sem pinga de escravidão!...
( António Luíz , 10-03-2009 , durante viagem de regresso
a casa, na A1 - percurso entre Amarante e Porto )
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Noites sem medos ( e sem estereotipagem)
Fantasma, de voz rouca sem percalço,
já moribunda quase a desfalecer,
porque vens de novo em meu encalço,
Se eu jamais te irei acolher ?
Não queiras fadiga, turbulência ou guerra,
goza teu exílio p'ra que eu não vocifere;
não sei quem tu és, eu pertenço à terra,
Qu' importa quem és p'ra que eu te venere?
Larga-me, solta-me para a vida,
desprende-me de teu louco jugo,
pois minh' alma de ti se quer desjungida!
Liberta-me, quero brincar e sorrir,
caminhar em frente, olhar o meu burgo,
gritar paz, liberdade , mas sem lhes mentir!
( António Pinto Oliveira - 2008 )
já moribunda quase a desfalecer,
porque vens de novo em meu encalço,
Se eu jamais te irei acolher ?
Não queiras fadiga, turbulência ou guerra,
goza teu exílio p'ra que eu não vocifere;
não sei quem tu és, eu pertenço à terra,
Qu' importa quem és p'ra que eu te venere?
Larga-me, solta-me para a vida,
desprende-me de teu louco jugo,
pois minh' alma de ti se quer desjungida!
Liberta-me, quero brincar e sorrir,
caminhar em frente, olhar o meu burgo,
gritar paz, liberdade , mas sem lhes mentir!
( António Pinto Oliveira - 2008 )
domingo, 19 de outubro de 2008
Mensagem de uma adolescente
Sempre mostrei que a vida exultava,
que dela era a mais fiel, dedicada amiga,
tal facto e respeito jamais eu escondi,
pois que ter tal gosto nada ensombrava!...
Com coerência assim continuo a crer,
apesar do afastamento ora existente,
mas festejo minhas 21 primaveras
e o passado impõe-me este enternecer!...
Sabia não ter alternativa à proibição
desenfreada, a meu esplendoroso amor,
até que fosse adulta e autónoma,
para então seguir minha vontade, com ambição!
Obsoletas regras e espartilhos familiares,
com prepotência e restrições à mistura,
fizeram-me abandonar meu grande amor,
que a doença prevaleceu, graves esgares!
O destino a passo se constrói, a mim pertence,
por muita dor d' alma que possa causar,
a arrogância, o egoísmo serão derrubados,
dos ascendentes o despotismo assim se vence!
Dolorosamente já tive qu' enfrentar,
barreiras tantas quase intransponíveis,
galguei escarpas e rochedos pontiagudos,
para seguir em frente sem claudicar!
Enfrento uma luta tenazmente,
para transmitir aos jovens um liberalismo
repleto de respeito e autocrítica,
que permita confronto de ideias, apaixonadamente!
Permito agora lembrar que a amizade
deve permanecer entre humanos de vanguarda,
defendendo a autenticidade dos princípios
E eliminando toda a mediocridade!
Obviamente o futuro dará recompensas,
a quem se prontificou a uma sociabilidade,
a quem se exigiu respeito e fiabilidade,
a quem buscou a paz, a suas expensas!
Não farei marcha a trás, não pararei,
Lutarei, discutirei, tentarei ser feliz,
buscarei direitos de minha maioridade,
cumprirei o Destino e o honrarei!
( com base na problemática e p. v. dolorosa confrontação entre
pais e filhos/as na transição adolescência-vida adulta. A maioridade desperta a autonomia, a criatividade, e a capacidade para decidir por si próprio/a, para tornar possivel construir liberdade em responsabilidade).
que dela era a mais fiel, dedicada amiga,
tal facto e respeito jamais eu escondi,
pois que ter tal gosto nada ensombrava!...
Com coerência assim continuo a crer,
apesar do afastamento ora existente,
mas festejo minhas 21 primaveras
e o passado impõe-me este enternecer!...
Sabia não ter alternativa à proibição
desenfreada, a meu esplendoroso amor,
até que fosse adulta e autónoma,
para então seguir minha vontade, com ambição!
Obsoletas regras e espartilhos familiares,
com prepotência e restrições à mistura,
fizeram-me abandonar meu grande amor,
que a doença prevaleceu, graves esgares!
O destino a passo se constrói, a mim pertence,
por muita dor d' alma que possa causar,
a arrogância, o egoísmo serão derrubados,
dos ascendentes o despotismo assim se vence!
Dolorosamente já tive qu' enfrentar,
barreiras tantas quase intransponíveis,
galguei escarpas e rochedos pontiagudos,
para seguir em frente sem claudicar!
Enfrento uma luta tenazmente,
para transmitir aos jovens um liberalismo
repleto de respeito e autocrítica,
que permita confronto de ideias, apaixonadamente!
Permito agora lembrar que a amizade
deve permanecer entre humanos de vanguarda,
defendendo a autenticidade dos princípios
E eliminando toda a mediocridade!
Obviamente o futuro dará recompensas,
a quem se prontificou a uma sociabilidade,
a quem se exigiu respeito e fiabilidade,
a quem buscou a paz, a suas expensas!
Não farei marcha a trás, não pararei,
Lutarei, discutirei, tentarei ser feliz,
buscarei direitos de minha maioridade,
cumprirei o Destino e o honrarei!
( com base na problemática e p. v. dolorosa confrontação entre
pais e filhos/as na transição adolescência-vida adulta. A maioridade desperta a autonomia, a criatividade, e a capacidade para decidir por si próprio/a, para tornar possivel construir liberdade em responsabilidade).
domingo, 12 de outubro de 2008
O Mar - Analogia Dramática
A propósito do verso " O mar, em seu lugar... pôr um relâmpago"
Oh mar que és tão leviano,
que na areia te deleitas,
outras vezes tigre, desumano,
orgias de horror não rejeitas.
Usas a morte como amante,
acalmando o teu desespero,
sei que és torpe, arrogante,
- porque te olham com esmero?
Tens encanto, és magnificente,
e tão soturno ficas ao luar,
estímulo de paixão, sede de amar.
Por vezes és gélido, e maquiavélico,
temo que alguém se te compare,
se exceda, transfigure em ti, doce mar!
(APO / psd. António Luíz : "Vida - Paixão e Tormento" (2008))
Oh mar que és tão leviano,
que na areia te deleitas,
outras vezes tigre, desumano,
orgias de horror não rejeitas.
Usas a morte como amante,
acalmando o teu desespero,
sei que és torpe, arrogante,
- porque te olham com esmero?
Tens encanto, és magnificente,
e tão soturno ficas ao luar,
estímulo de paixão, sede de amar.
Por vezes és gélido, e maquiavélico,
temo que alguém se te compare,
se exceda, transfigure em ti, doce mar!
(APO / psd. António Luíz : "Vida - Paixão e Tormento" (2008))
Subscrever:
Mensagens (Atom)