Mostrar mensagens com a etiqueta Azeite. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Azeite. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de junho de 2012


Aqui vai o "exercício" com um sorriso para a inspiradora Ana Janeiro

AZeite

Ah!
Bentas, pois!
Cegueira total.
Dê para onde der,
É.
Fogeee! Foi por um passo.
Gueto, o cansaço dado,
Há que animar.
Ida, e que travessia!
Jesssusss!

Ler a mente, só o que é preciso,
Maluquice é o que há mais, e
Não falta muito, deleite.
O verde suave não afoga.
Pelas cores do céu que trocaram,
Que ficou sempre fim de tarde,
Restam.
Sem esperar nada,
Também não há fim ou princípio.
Uaaau! É bonito ver como se move o azeite!

Voz vai dizendo, música,
Xilofones; os tolos, esses,
Zombam. Amor não traz dor, isso é outra coisa.

Aí azeite
fui rua fora, até que entrei casa dentro. o zig zag na TV, não pensei se tropecei,
Azelha eu!
corro para os tachos fazer  arco-íris, e foguetes, a grande festa. não há nada como o azeite, verde garrafa, e desculpa, esvaziei ontem a última garrafa de outra coisa, e é forte o azeite, aquilo é condimento, alimenta, e nada faz falta aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Portugal_idade


Engarrafado na oliveira,
à mais de 100 anos,
o Gallo canta
Azeite!
Resolve à batatada
qualquer jantar

Ai que saudades da caldeirada!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A história de como o Azeite

.

..
Dom Azeite Azeitoninho de Monte-Plano Lampante
          [ Reguengos de Oliveira Carocilho e Alarcão
Era um senhor rubicundo
e profundamente careca
que vivia numa ramada seca
em Azeitão.
.
Falava imenso,
sempre muito alto –
com a sua cara de pele lustrosa
virada para cima a brilhar –
na toada discursiva
de quem sabe tudo,
peito inchado,
sobrolho franzido e
braços a gesticular.
.
Gabava-se de ser Rei
das Hortas, das Oliveiras e da Criação,
Senhor dos Lagares do Azeite,
rico que nem sabia quanto!
Navegador d’ aquém e d’ além
do Regato Pingado da Rega
Imperador das varetas,
e isto e aquilo e mais que Santo.

Tinha só uma folha pelada
que chamasse sua,
o resto era basófia e
refinadíssimas balelas,
está mesmo bom de ver!
Por dentro
tinha um caroço
preto e duro como os outros,
e sangrava a mesma matéria,
densa e viscosa ao arrefecer.
.
E lá andava muito empinado,
a rebolar por todo o lado,
a arengar à esquerda e à direita
com voz cava de cavalheiro.
Mas houve um dia
em que perdeu a compostura,
estalou-se-lhe o verniz da casca
e mostrou a polpa de arruaceiro:
.
Alguém o chamou
sem as untuosidades de que ele gostava:
- Anda cá, ó Azeitona!
E ele parou de repente
engasgou-se-lhe o caroço,
passou-lhe uma coisa pela vista,
foi direito ao outro e zás!
Acertou-lhe uma tapona.
.
E estavam todos tão cansados
das retóricas e tiques de
Dom Azeite Azeitoninho de Monte-Plano Lampante
          [ Reguengos de Oliveira Carocilho e Alarcão
que foi um deleite:
É que o outro
era maior e não se ficou,
apanhou-o pela largueza da baga,
e apertou
e triturou
e torceu
e espremeu
e sacudiu
até que nada sobrou,
senão uma pocinha de azeite.
.
raquel patriarca | vinteecinco.maio.doismiledoze