I- COM DECISÃO TEMPORÁRIA:
Autodemiti-me do amor,
porque há muito prometi fazer-te feliz
e tu não o tens permitido.
II- COM DECISÃO DEFINITIVA:
Destruí em mim o amor,
porque acreditei que me farias feliz
mas tu com ingénua teimosia
dilaceraste um coração por ti perdido.
III- COM ULTRADECISÃO ( Platónica ):
Apesar do amor ausente,
serei à hora da morte um lutador,
invulgar combatente
para a génese de um amor eterno,
... mas secretamente!
(Antonio Luíz , 09-08-2010 -
in "Poesia pragmática: poemas de Vidas", a publicar em 2010).
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Amor na frigideira
Reconheço esse teu andar divagante em fatias miudinhas.
Esse teu refogar vulcânico,
em fogo quente e azeite abundante.
Esse teu perfume basilico, made in Italy.
Uma pitada de sal e derreto-me.
Uma invocação de toque e
aloiro vontades.
Anseio por um copo de vinho branco,
seco.
Ficar bem macio.
Descascar-me.
Anseio por uma colherada de pau
Colher-te
de pé
Comer-te.
Anseio polvilhar-te.
Verte-me em ti,
às postas.
Havemos de trocar revoluções em barra,
testar habilidades balsâmicas,
marinar pele na pele, em lume brando.
Havemos de levantar fervura,
explodir a carne apurada,
untada,
suada.
Havemos de cozinhar probabilidades,
(em 5 decilitros de qualquer coisa),
á deriva com manteiga inexperiente
e arroz bem solto.
Havemos esmorecer condimentos.
Esquecer o confeccionado.
Arrefecer,
até engrossar.
Havemos de concluir que
o amor é uma cebolada.
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