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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Chegaste-me em linhas precisas

ah esqueci-me do epígrafo!

Aqui vai direito:

"What's in a name?"
(Williame Shakespeare, in Romeo and Juliet)



Chegaste-me em linhas precisas.
Ousara balançar-te as letras,
como se em traços espiralados os encontrasse.
Os nomes.
As denominações inconstantes, distantes,
os nomes deselegantes.
Procurava as cotovias e escrevia os elefantes.
Haveria talvez traços de ti nas palavras.
Sonografias amenas.
O som das palavras serenas
em ti.
Se na poeira dos esboços partiste, nada ficou.
Chegaste-me em notas pequenas.
Não por rompantes de luas mas em grafites e penas.
Tracei-te o rosto.
Não serias a curva solta ou o plano interrompido.
De ti a liberdade,
O ponto não definido!
Pois para quê pontuar-te se em desconcerto me abarcas?
Não procuro agora definir-te paredes, se em tectos foste feito para soltar.
Em linha te abrigo, sem nome,
Sem a sede de te traçar.
Pois em ti de perto o traço e a linha por terminar.
E se em ponto de quem termina
A palavra ainda faltar
Abraçarei a tinta-da-china
(ou na tinta que me restar)
o traço de quem assina
o prazer de não nomear.

Maria Inês Beires


(peço imensas desculpas pela demora, mas foi-me mesmo impossível vir cá antes!)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

o sucumbir de um isolado centro.

I
Um nome no muro
como fugir se regressa intemporal?
Esconjuro tatuado no fogo
conspira contra o afastamento do drama
Sensorial.

A terra treme - o homem teme,
a falha lendária rediviva
lento manto de arruinadas marcas –
fendas mal remendadas,
lamento de vegetação rasteira

costurado por material inflamável.

Soterrado o muro
escava minúsculos veludos
com luvas de mercúrio
ao encontro de vestígios
de um nome puro.

II
"O fundamental é enterrar os mortos e cuidar dos vivos."
A comunidade internacional providencia meios, e cães
feios treinados para encontrar cadáveres. Multiplicam-se
as declarações de solidariedade pelo mundo. Abrem-se
contas nos bancos de areia. Chegam
à alfândega contentores de ajuda humanitária
provenientes das nações dadoras de castelos e água potável.

A vida continua…
contam-se votos para a melhor foto do terramoto.
Vaticina-se num balanço provisório o número de mortos da terrível tragédia.

Que sorte o dístico salvar-se no tubo de ventilação
do ar condicionado do autopulman acidentado.

O corpo do nome infectado por excesso de pó real
contraía o ar afecto aos pulmões,
aquecia memórias anónimas auto-reguladas e

sobrepostas ao epicentro do sismo actual,
esperava o resgate das equipas de salvamento
especialmente recrutadas para o efeito.

III

Soterrada a inscrição do amor
melhor seja gritar o nome dentro do nome
a derradeira raiz soletra a despedida ao mundo
pequena réplica de última pétada chama-te
ao recolher-se no lodo das ruínas
do escaparate vandalizado.

Antes do apagamento debaixo dos escombros
acena o prolongamento de pesares circunstanciais
no gaguejar trémulo de magnética finitude
de um tartamudeado nome que assuste:
Ma… Ma… Maria Madalena.
A Maria que arrebenta na boca dos mares
A Madalena - memória magna de Proust.

Louvado sejas - nome possível -
levas no colo o mundo sem chão,
pelo menos em ti
não há arrependimentos

nem má loucura.

Ma… Ma… Maria Madalena.

De um jeito caramel

Mãos de medusa em círculos de dedos
casulos de seda nos caraculos cinza
do meu peito;
filigrana fina de fios de chuva
na noite acesa das costuras
rendilhado de luas!

Translúcida de afectos flutuas
de seios plenos
oscilando em quedas de vertigem
trocando fluídos, tontos vapores
firmes desejos, puros deleites!

Brisa...
aragem leve no ondulado das cortinas
o rosto claro, esmeralda nas pupilas
dança de searas, húmido aroma de fenos!

Sou...se...sou...irreal...sela de prazeres
conduzido...ao décimo, centésimo, milésimo
do último segundo...
espaço luz!...os sinos!...a melodia!...
os violinos!...o Ah!final...
quando se cerram lábios
se abrem diques
se invadem margens!

Bom!...bom!...bombom!...teu!...minha!...

Abraça-me de um jeito caramel
espalha nos meus a compota doce dos teus
batons de morango...olhos de faróis
no brilho máximo...em cima...descaindo
o triãngulo rectângulo dos narizes...
felizes...suaves deslizes...quando
os gestos se tornam amenos
se escutam os hinos!

Diminuto, na grinalda de perfumes
dos teus braços, quando
se desmancha o lenço linho das cores
soltas os cabelos...as borboletas...
às dezenas!

No contorno exacto do teu corpo, no encosto
dos meus nas costas dos teus joelhos
desfolhando versos na despedida dos sussurros
sendo eles mais...mais...mais...
e depois menos...menos...menos...
quando
de mãos trocadas nos mesmos dedos
cede a noite exausta dos desejos
à lonjura dos segredos,
emergindo sonhos
e a cúpula de silêncio
dos amantes... sem nome!



Não resisti a deixar-me envolver na atmosfera
insinuante do amor, do erotismo dos corpos, e
invadir os horizontes que Shakespeare nos
deixou há 400 anos.
Também não resisti a abusar um poucochinho de
umas reticências, espero que me perdoem os colegas,
mas o que é que querem era um poema de suspiros e
mais suspiros e se calhar agora o que sabia mesmo
bem era um suspiro dos outros, dos doces, que a hora
já vai adiantada!
Até amanhã!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

poema a duas vozes

à Joana, um pedido de desculpa por usar a mesma estrutura visual que usaste no teu poema. mas como o meu é uma espécie de diálogo, não encontrei outra forma de separar as duas vozes.

quanto ao poema, ainda não é escultura, mas cá fica.

outra coisa, eu juro que tentei meter a nossa epígrafe no canto direito. mas ela recusa-se! então, se alguém souber como o fazer que esteja a vontade para entrar nesta mensagem e metê-la no seu devido lugar.


poema a duas vozes

O que há num nome?
W. Shakespeare

Amei-te no momento em que te concebo.
Olhei o mistério da vida
com mãos trémulas sobre o ventre
e um sorriso nosso, sem medo.

__________________Não concebo a vida sem ti.
__________________O que seria do sol sem o teu riso de terra?
__________________E da casa sem a tua alegre ternura?
__________________E da noite sem a tua mão segura?

Intimamente, sempre soube o teu nome.
Só não era feito de sons ou de letras
mas de leves movimentos na barriga
e de músicas que te cantava em surdina.

__________________Mãe, nome de todas as mães desde sempre
__________________mas que só teu é verdadeiramente.
__________________Só em ti a doce palavra
__________________é olhos de mel, figos no cabelo,
__________________tardes de trigo, noites em novelo.
__________________Só em ti é inteira.

Não sabia amar antes de te saber.
Por ti saltei muros, invadi rios,
rompi montanhas, sangrei abismos.
Por ti sou capaz de Viver.

__________________És o primeiro amor da vida
__________________passagem do escuro
__________________para a própria vida
__________________amor que se multiplica em vida.

Espero de olhos em ti, menina
que um dia embales o que agora tens nos lábios
que te desdobres e multipliques em mão e filha
que de ti se deslumbre o infinito.

__________________E assim não morra o amor em mim
__________________mas continue a existir em nós e no futuro
__________________que estes nomes sejam fruto maduro
__________________da árvore do nosso jardim.

Efémera eternidade

«What's in a name?»
(William Shakespeare, in Romeo and Juliet)


Um Nome ou Apelido – faz diferença?
Ou são uma única e a mesma coisa? –
Camadas sobrepostas como a loisa
Onde se escreve ou se apaga a vida tensa.

A angústia cresce sobre a alegria
E a razão sobrepõe-se ao sentimento
Da emoção e do drama que é a vida
No percurso do sol e da lua e do tormento.

Ser António ou Fernando é ser Pessoa –
Nome que por si só traz fios e traz vozes
Que são um chamamento aceso que entoa
O grito, o choro, a inquietação. Algozes!

Um nome é um denso lugar de intimidade
Um privilégio parental e os seus desejos
Cerceando ao nomeado os seus ensejos
De busca de outro nome, de outra identidade.

E assim se pena uma efémera eternidade
Sofrendo a todo o custo a dor de exorcizar
O nome que não traz tão-só uma identidade
Mas traços de estilhaços só no nomear.

Um nome traz consigo todo um drama – a trama
De viver por dentro intensamente na relação
Com outros que são gente que assoma à razão
E sorrateiramente se instala e se inflama

Trazendo nas chamas modos outros de ser,
Embora o mesmo nome, a alma se enriquece:
Vive com outros olhos – mestres em padecer –
Para se olhar no fundo das almas que o entretece.

Um nome é também uma enérgica opção
– Caminho aceite de afecto e de razão –
No seu acolhimento contém a liberdade
Com que recebe a imposta identidade.

Um nome é uma trança de vontades – em silêncio diz
Tudo o que se não sabe e que o seu ser prediz.

(2008.12.01)

domingo, 30 de novembro de 2008

O que há num nome?

“what’s in a name?”
(William Shakespeare, in Romeo and Juliet)
Sou melodia de cítara
Sou musa dançando nas ondas
Sou flor em ramo de princesa
Sou sorriso em rosto de criança
Sou raio de sol doirado
Sou pedaço de luar
Sou folha branca de papel
Sou nenúfar numa tela
Sou tudo isto e muito mais
No entanto
Apenas respondo quando chamas o meu nome.

Espera, cheira-os.


----------------------------------------"what's in a name?"
-----------------(William Shakespeare, Romeo and Juliet)



Existe a lágrima
o sal, a janela, o vento.
Existe o pássaro de olhos negros
e as minhas folhas caídas.


----------------------------------------Existem para além de ti.
----------------------------------------Existem sem os chamares.
----------------------------------------Mas se mesmo assim os queres
----------------------------------------esbugalhados na tua mente
----------------------------------------não os olhes de frente.
----------------------------------------Espera, tira-lhes as medidas.


Existem as Marias das padarias
e as de linhagem real
Existem segredos guardados
nas folhas antigas de um jornal.


--------------------------------------Cada um vive escondido
--------------------------------------dentro de um cristal suspenso
--------------------------------------de infinitos planos polidos
--------------------------------------que reflectem o branco imenso
--------------------------------------em civilizados sentidos.


Existe o riso
o mel, a porta, o calor.
Existe o pássaro de cores vivas
e as verdes folhas nascidas.


----------------------------------------Invoca-os com a alma e espera.
----------------------------------------Eles surgem de repente,
----------------------------------------na forma e género humano,
----------------------------------------às vezes gastos e vãos
----------------------------------------vindos de um percurso insano,
----------------------------------------nunca sós, nunca sãos,
----------------------------------------mas vivos, vivos certamente.


Existe a cor
do pássaro de olhos negros.
Existe o vento e as lágrimas
das famílias de reais segredos.


----------------------------------------Deixa-os chegar devagar
----------------------------------------observa-lhes as cores da cauda
----------------------------------------como a um rasto de um cometa,
----------------------------------------sente-lhes a insinuação.
----------------------------------------Destrinça-lhes o passado
----------------------------------------os voos rasantes aos sentidos
----------------------------------------as colisões e os seus gemidos.




-----------------Sente as fusões que levam nos genes
-----------------de tantos outros suspensos cristais
-----------------Espera, saboreia, cheira-os.
-----------------Não há dois nomes iguais.

O que há num nome?

"what's in a name?"
(William Shakespeare, Romeo and Juliet)
O que há num nome?

Beleza, matéria, poema em verso
Feito de todas as partículas do Universo
Por que chamar, a que apontar
O que tocar, por quem chorar.

Caleidoscópio, borboleta, magnólia
Uma canção que ecoa no interior
A palavra saboreada como arte
O nome de alguém para depois chamar amor.

Os grandes nomes da História
Gravados nas armas da pedra secular
Numa vénia nos dobramos a honrar
Ou lutamos, questionando sua glória.

Mas os nomes e o sangue: tudo parece pesar!
Seja rei ou marinheiro feito ao mar
Dizem que herdamos das estrelas nossas veias
Que o passado nos apanha em suas teias.

Nome, estirpe, marcação de um ponto
Porto seguro, amor despido, protecção
Ou será grade, fenda, muralha, subtil prisão,
Tentáculos de polvo, estranhos num encontro?

Como Capuletos e Montecchios: são dois nomes!
E assim se dividem sempre as gentes
E as almas onde ficam? Uma voz a perguntar
Se “Toda essa gente já desapareceu, nem uma para semente.”

Capuletos e Montecchios são dois nomes
Em duas almas a querer se transformar
E são tudo, laços, destino, noite, alvorada
São nomes, são tudo e não são nada.

sábado, 29 de novembro de 2008

sem nomes paralelos


Matisse

..........................."What's in a name"
........................................Romeo and Juliet


não tive cão só gatos -

que ronronam pelos colos lentos
descolados de pestanas
envolvidos de novelos
e que em lambidos cor de rosa
alisam mimos macios pêlos -

não tive cão só gatos -

que saltam muros e telhados
na elegância única felina
de dorsos de montanha
e que em uivos cativos
afiam as garras nos gemidos
das cascas, árvores inscritas
dentro das casas, nos sofás
e em festas de patas descuidadas -

não tive cão só gatos

em brincadeiras de iguais
rolando pelas carpetes
levantando-se como setas
e ficando parados, estudiosos
olhos de lente, orelhas de pedra lascada
focos e faróis
sempre alerta nos sinais -

não tive cão só gatos

história antiga junto ao mar
numa tenda prisma azul;
entre árvores de pinhão
e a fuga de segredo
numa praia de Verão:

"Adidas" de calções e "Kini" perdendo o "bi"
às flores
azuis, amarelas, laranja
e melão às fatias no sumo da manhã
sem toalha nem mesa
onde migalhas sem pressa
planavam até às relvas do chão -
muito depois do meio-dia
o fogareiro a gás entrava na dança
no vapor constante
de uma dura depois mole massa fina
e saladas vegetais
de alface e baldroegas
originais, puras, no rodízio
das palavras, dos carinhos
das metades, em cima, em cima
em baixo, em baixo, de lado
ao lado, adornadas numa crista
de estrelícias, rosas livres de espinhos
aromas silvestres
desafios tacteados de sentidos
sem nomes paralelos,linhas coincidentes -

não tive cão só gatos

delicados no desvio de obstáculos
no cimo dos móveis, contornando os retratos
as molduras dos fatos
vestidos longos, bigodes fartos
e nas portas das casas, nos jardins
ou em baptismos de toucas e laços
rendas largas -

não tive cão só gatos

encontrei-os ao Domingo.
na base alteada de raízes
um pouco de cartão canelado
dois nados perdidos de mãe
fracos, aflitos no miado
um de branco uma de selva
e ambos gémeos no tamanho.
salvou-os o "Corsa" castanho
de aileron e o mini-biberon
de tetina dourada -

ele e ela, os dois, sem nome -

não tive cão só gatos -

ao pôr-do-sol do último dia
sairam os pregos do pinhal
caiu o pano impermeável
ficando oculto o rádio portátil
no interior, pendurado -

anos depois
cresceram os gatos, ele e ela
juntaram mochilas, ele e ela
roubaram os nomes à peça antiga
e houve mais gatos, dele e dela -

não tive cão só gatos -

desceu o pano, sentou-se o ponto
fugiu a cena no teatro sem nome
de uma cidade anónima onde se estende a manta

e os retalhos da memória -

josé ferreira

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Dizem que não sabiam quem era

what’s in a name?
"William Shakespeare, in "Romeo and Juliet" (c. 1595)

Usava roupa como a noite escura
Voltava a tempo do telejornal
Passava pelos rostos com candura
Sonhava em morar na marginal

Pintava a cara logo de manhã
Subia a saia como quem procura
No pescoço a velha marca da maçã
No peito um só rasto de ternura

Soltava a dor só pela ranhura
Prendia o olho de escorrer de sal
Fingia ser actriz de uma aventura
Diferente ou de frente e tal e qual

Sorria os lábios feitos de amanhã
Tardava um sorriso ao fim do dia
Trincava quatro amores e uma maçã
Trazia restos de uma noite vazia

Foi vista última vez no tal café
Cruzava a perna em laço de presente
E antes que alguém dela desse fé
Gastou-se no meio de toda a gente

Vertia roupa como a noite fria
Trazia os lábios postos na manhã
Despia a saia como quem queria
Adão e a velha marca da maçã

Brindava à dor só por mais um dia
Fechava o olho a escorrer de sal
Pisava os restos com melancolia
Pintava a cara no último ritual

Mordia os beijos gastos no divã
Tardia num sorriso inacabado
Tomava quatro amores e uma manhã
Soltava a dor com cheiro a guardado

Foi vista última vez com o tal batom
Atava a perna em laço de presente
E antes que alguém emitisse um som
Calou-se no tal café de tanta gente

The Patriarch

"what’s in a name?"
William Shakespeare, in "Romeo and Juliet" (c. 1595)


Some signs, a word, a sound
A context in which I’m found

One framed photograph in shades of black and white
The endless singing embrace on a long feverish night

Grey hair gently divided by a thin comb
Wide opened arms, welcoming me home

Caring eyes, deep and wise, looking after me
Feeding the present with their far memory

Heavy, holy like, lines across a familiar face
Meandering map roads pointing to this one place

A big cold stone where I sit and watch the trees
Voids that hurt so I curl up and hold my knees

A learnt by heart book of incredible stories
A newborn hope for great and future glories

Unspoken thoughts in a glance shared with others
The witnesses of my life: my sisters, my brothers

A root, a roof, a race. A sea world wide long
Breaking on the shore where I feel I belong

Unified as an infantry army, protective as the wolf’s pack
A gang that will always take me, unconditionally, back

One collective soul and one state of mind
Divided in parts we can all secretly find

This is my name, this is my ground
The life’s concept to which I’m bound


R. Patriarca
twentyseven.november.twothousandandeight

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Ar

ar
o artigo do ar
resto de excesso e calor
se o ar percorresse o interior
penas mais leves
libertar o novo
ossos invadidos por penas
aéreos, terríveis e ocos
o elefante do ar
esse elo de origem
recente linhagem
isoladamente o primo próximo
aves, aves e aves
do rio e do ar
só pele e ar