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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

eis

eis
os novos guerreiros
a proteger os vivos
da fragilidade humana

eis
os novos organismos
a viver para além
do entender humano

é alvo sobreviver
é prémio sobreviver

eis
os novos cientistas
de uma luta incurável
de uma vida anunciada

vestem a pele de Deus
em busca de um código
em busca da imortalidade

Clara Oliveira

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

no meu alpendre vermelho

no meu alpendre vermelho
as silhuetas despidas no pomar
desenham mapas, caminhos e destinos
à espera

no meu alpendre vermelho
contra a parede encrespada
o sol enxuga a roupa, o corpo e os pensamentos
de mulher

no meu alpendre, que é vermelho de sangue de boi,
respira-se pó de terra lavrada
e ouvem-se fumos, químicos e murmúrios de fábrica
ao fundo

no meu alpendre vermelho
há um corrupio de passos pequeninos
como átomos, células ou moléculas de afecto
a aprender

no meu alpendre vermelho
as aranhas parecem cientistas acrobatas
em (des)equilíbrio entre pesquisa, experiência e criação
por um fio

no meu alpendre, que é vermelho de bagos calcados,
quando é quarta ou domingo
passam tiros, cães e caçadores
sem convite

este é o primeiro Outono
no meu alpendre
em Israel

ana lúcia figueiredo

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

três cientistas, um nobel

constroem, combatem, funcionam
– crescente produção.
o prémio principal traduz o código
– três cientistas, um nobel.

José Almeida da Silva

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nobel

a quarta mulher trabalha
trabalha quatro décadas.
é preciso aprender mais
átomo por átomo
célula por célula;

a três cientistas concedido o prémio
a quarta mulher trabalha
átomo por átomo
célula por célula.