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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Hoje não

Escrevia poemas
hoje não acredita 
ou ver não pode
a palavra impossível de isolar da
vida, 
agarrada a isto e a aquilo,
porquê separar som e 
significado do cego iluminado?

domingo, 21 de dezembro de 2008

O Touro



É força do poder e morde como um lacrau
Olha o homem olho nos olhos
Vendo-o sempre como escolhos à sua santa vontade.

E sabe como fazer da liberdade prisão e do amor brutalidade
E não se deixa seduzir pelo olhar de uma criança
Antes prefere uma trança – o seu cavalo-marinho –
Tanta força e tanto medo, tanto sangue e tanta morte,
E tanto crime branqueado

Não tem dúvida metódica – é pontual o seu terror –
tem uma roda dentada no lugar do coração.

Tem um capote vermelho com que lida a vida humana
e tem um cavalo alado com bandarilhas de morte

Corre o sangue na arena do crime organizado – morrem homens
revoltados de tanta submissão

Deixam-nos viva a memória

António Roma e José Almeida da Silva

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Livre

Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades


O silêncio grita na espera vazia,
E a sombra inunda as minhas tardes.
O luar não encontra janelas
Por onde se veja a madrugada,
Que ressuscite nos olhos e na voz
O som esquecido da gargalhada,
Que conquiste o mar, dele faça caminho aberto
E dance na alegria do encontro e na saudade,
Que ser humano… adulto, criança, sério, insano…
Tudo é nada, se o não é em liberdade.



António Roma e  Raquel Patriarca
19.novembro.2008