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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Metafísicas caninas



Vestido de orelhas e focinho

Na pele de cão

Alheado dos cuidados, caracóis e volteios

À volta, Arte, Nobreza e Fé

Pintam surdinas e presságios futuros.

Na quietude deste canto

Farejo reflexões filosóficas

Rosno baixinho transcendências metafísicas

Ai...aquele osso suculento do almoço

E o pé de seda no meu dorso!

Teresa Almeida Pinto, António Luíz e Marlene

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A venda e o cigano estão no banco

Eis o resultado do trabalho oficinal de Escrita Criativa II sobre três versos (um octassílabo e dois heróicos quebrados) de um poema de A. M. Pires Cabral, in Que comboio é Este. Edição do Teatro de Vila Real, Dezembro de 2005.

A venda e o cigano estão no banco.
O comboio era uma tenda triste
e um grito de telemóvel insiste.
Ninguém atende, nem o saltimbanco
que resite ao som atrapalhado.

E lá fora espantam-se as árvores
com os palhaços que vieram da cidade.

O circo está assim montado
e o cigano vende um Ipod usado
e a clientela aplaude o saltimbanco
que compra o roubo
com um ar experimentado -
saltimbanco de olhos vendados,
sem vara e sem cautelas,
o comboio e nós dentro
.

Joana Espain e José Almeida da Silva

sábado, 6 de dezembro de 2008

No rosto do céu

ESte foi o resultado do último trabaalho de grupo
de dois esforçados aprendizes na arte descascar palavras.
Foi necessário pôr de molho em àguas várias, cozê-las,
descompô-las e no fim saborear. Este foi o resultado:

No rosto do céu


O banco levado pela corrente
feito de tábuas tortas
flutuando sobre o mar
um silêncio de almas mortas.

Já não escuto as vozes
só os braços das ondas
as espumas de manto
a mão a perna o banco.

Na sina da sorte
no rosto do céu
em ti, meu banco, morte,
eu deposito a vida.


Apresentamos também uma segunda versão


O banco levado pela corrente
feito de tábuas tortas
flutuando sobre o mar
ruído grito de gaivotas.

Já não escuto as vozes
só os braços das ondas
as espumas de manto
a mão a perna o banco.

Na sina da sorte
no rosto de céu
em ti, meu banco, morte,
eu deposito vida.

Elza e José

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Quem pode livre ser, gentil Senhora

Quem pode livre ser, gentil Senhora,
Vendo-vos com juízo sossegado,
Sabei que por vós fico assustado,
E preso estou desde a primeira hora.

A vida não é como era outrora,
Vivia descontente e enganado,
Tudo mudou, nada é tão cerceado,
Quero ter-vos comigo sem demora.

Vinde sem medo, vinde, meu amor,
Fuja, pois, de vós a sagacidade,
E vinde endoidecer-me o meu calor.

Ser preso é ser livre, é a verdade,
Do amor tão dual a que vos chamo,
Sede, amor, razão em liberdade.

Elza*José Almeida da Silva*Raquel
26.novembro.2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Trabalho em grupo

Deram-nos o fim, procurámos a história de verso,
de reverso e ao inverso.
Afinal eram dois e não só um e o resultado
foi assim:


I

O diário de bordo

Não havia qualquer razão para viajar.
A cidade asfixia.
No meio do mar não há fumos
apenas a clarabóia do céu límpido
e as memórias
da semana antecedente.

Ficaste do outro lado das ondas
nos limites da praia.
Fecho os olhos vejo o cais
na despedida lenta,
o rosto de pomba,
o vestido a regressar.

De volta ao convés, reabro
o diário de bordo. E o barco
continua parado
no oceano sem porto.



II


Olhar nas janelas


Vida chata esta!
Estação negra das baratas;
bicho feio!

Milhares de gente
carregando farneis,
nos sacos, nas cestas,
nos gritos desalmados
das almas pequenas
de poucas razões.

Não quero os lugares,
as vozes múltiplas.
Antes o vazio do assento.
Ser, de olhar nas janelas,
saltimbanco de olhos vendados,
sem vara e sem cautelas,
o comboio e nós dentro.


António e José

domingo, 23 de novembro de 2008

Poesia de grupo

O meu olhar é nítido como um girassol
Olhando o sol a divertir-se
Iluminando o campo docemente
E em mim correndo como a lua.

É olhar translúcido, e não te vê.

Há montes e vales e planícies,
Há nascentes e rios e mares de prata
Onde os girassóis se banham com o sol
Na nitidez pintada da aguarela.

Vieste assim da cor que te pintei
Olhando para mim como ao sol o girassol
E eu fitei-te no meu deslumbramento.

Elza G.D. e José Almeida Silva

Coisas que partem e fogem

Quando sem engenho
Em ti me empenho
O verso não pulsa
A imaginação entope
Não há circulação
Há coisas a fugir
Esvaem-se em letras
As palavras mancas
Que tentam pintar
Ideias brancas
O cérebro estanca
O que o alimenta
Recusando o que é desfeito
no interior do meu peito

Joana e Marlene
(20 de Novembro de 2008)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os primeiros trabalhos

Andámos às voltas e enchemos uma das folhas de meios versos e palavras soltas.
Na pressa de últimos,juntámos nas cabeças ideias muitas, tansferindo para o papel
algumas delas no seguinte poema:

O meu amor é tudo em mim,
a importante forma de sentir,
um cuco que desperta
Novo Mundo ao meu olhar!

Mas se o sinto assim
como Aurora Boreal
inconstante, momentânea
sensação
de caminhar na penumbra.
talvez não tenha a fortuna
de saber o que ele é.
então...
o meu amor não tem
importância nenhuma.

Sara e José

domingo, 26 de outubro de 2008

Experiência poética

Dai-me uma mulher jovem com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
puro apogeu será deleite constante -
brocados azuis, nuvens de seda,
sinfonias de aromas, raios de luz, harmonias de cor.
Suas mãos minhas mestras.

Dai-me uma mulher framboesa, morango maduro. Com ela
degustarei os mais doces e suculentos desejos.
Dai-me uma jovem mulher com
travo de mel em lábios vermelhos.

Dai-me uma sombra de arbusto
e nessa harpa mulher
desfolharei sinfonias
sem queixumes de sangue.


Teresa, Liliana, Auxília

sábado, 25 de outubro de 2008

Poesia em triângulo...

A partir do mote:

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
E seu arbusto de sangue. Com ela


Aqui fica o poema conseguido:


Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
E seu arbusto de sangue. Com ela
Dedilharei toda a luz que virá dela
Numa melodia de infinito prazer
Entre os aromas divinos de rosas e de jasmim
Quero sentir nas minhas ávidas mãos
A beleza selvagem do seu corpo de cetim
Raízes do meu desejo a arder
Dentro de mim.
Dai-me a sombra, dai-me as cordas
Dai-me a harpa e o seu sangue
E eu tangerei acordes nos lábios
Da minha jovem mulher, tão levemente...
Vertigem de sedução e de amor e de prazer
Amantes e um só ser.

Maria de Los Angeles, José Almeida da Silva
e Maria Celeste

Publicada por Maria Celeste

Experiência poética

Dai-me uma mulher jovem com sua harpa de sombra

e seu arbusto de sangue. Com ela

puro apogeu será deleite constante.

Brocados azuis, nuvens de seda,

sinfonias de aromas, raios de luz, harmonias de cor.

Suas mãos minhas mestras.



Dai-me uma mulher framboesa, morango maduro. Com ela

degustarei os mais doces e suculentos desejos.

Dai-me uma jovem mulher com

travo de mel em lábios vermelhos.



Dai-me uma sombra de arbusto

para nessa harpa mulher

dedilhar sinfonias

sem queixumes de sangue.



Teresa, Liliana, Auxília

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Trabalho de grupo poético

Perdi-me dentro de mim
porque eu era labirinto
Por entre caminhos torpes
Pelas dúvidas que sinto
Peguei nas minhas amarras
E desfi-las para ti
Estou perdido mas sou livre
Podes levar-me daqui
E liberto-me de mim
Para me entregar a ti
Labirinto que senti
Já não sinto, já fugi
Nem sou meu nem de ninguém
Sou apenas um caminho
Esvoaço pelo mundo
Onde estou, estou sózinho.

Céu, Raquel e Elza

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Poesia ao desafio

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
se inventam miragens
descobrem passagens
em labirintos de murta verde,
esmeraldas em brilhos de Lua
iluminam alma, mente, coração.

Dai-me uma jovem mulher em trança enfeitada
numa dança de estrelas de manto de noite
viverei fantasias de amor;
ao teu lado minha virgem, ardor
de lava incandesce
dando a meu ser
os motivos de mistério
os segredos de mulher!

Segundo desafio em poesia


Perdi-me dentro de mim
porque eu era labirinto
encontrei nosso feitiço
sem sombra e sem mistério

Perdi-me dentro de mim
como aranha em teia feita
em caminho de vazios
em vazios sem caminho

dentro de nós encontramos
outros liames mais finos
em textura enredados
procuramos o caminho

Fim

Depois de alguma inspiração, expiração,
pouca transpiração(estava frio!)e muita divagação,
escreveram os companheiros:
Auxilia, Eugénia, Teresa e José

Poesia em triângulo...

A partir do mote:

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto


aqui fica o poema conseguido:

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
Tortuoso, escuro, sem fim
Confesso que não me sinto
Tão feliz dentro de mim
Nem dentro do meu caminho
E nem sei porque é assim.

E não sei sair de mim
Nem como aqui vim parar
Mas aqui estou a cismar
Como me perdi assim
Nestes caminhos de mim.
Labirinto que é só meu
E fui eu quem se perdeu.

Maria de Los Angeles, José Silva
e Maria Celeste

Publicada por Maria Celeste

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Soneto Verso a Verso de passo incerto

Depois de muitas revoltas voltas de uma folha
que desesperava a rima incerta
do poeta precedente,
eis que surge o resultado
um soneto simplesmente:

Tanto de meu estado me acho incerto
Que dá pena ouvir-me, ver-me ao espelho,
uma cortina com um retrato velho
abertura ao encontro do espelho

Uma fantasia nova a vê-lo
com outras cores além do vermelho
vermelho luz claridade e elo
incêndio rigoroso num gelo

Impossível desta forma mantê-lo
mas muito viável um dia revê-lo
sob novas formas reavivá-lo

Adeus formas doentias em dó
que a alma não pode estar só
já basta um dia saber-me... pó!

Maria do Céu, Nuno, António, José

Que
de cabelos desgrenhados
mesmo alguns arrancados
desta grande aflição
já se livraram!

Soneto em grupo

Tornou-se tão cansado o seu olhar
Diante do espelho a sonhar
Vejo reflexos de ondas e mar
Perco-me em espaços repletos de amar

E chego mais perto desse lugar
Onde há duendes para encantar
e arco-íris de cor, luz e mar
sem saber como aprendi a dançar

E nua me deixei estar ao luar
Tórrida de desejo de te amar
Olhar, enlaçar, deitar, pernoitar

Descanso em teu colo meu respirar
E deixo-me sentindo devagar
Abraçar-te inteiro ao acordar

Brincadeira poética

Sem querer assassinar o lindo soneto de Florbela Espanca, aqui fica o trabalho conseguido às cegas pela Angeles, Celeste, José, Elza e Filinta, a partir do primeiro verso de Os versos que te fiz:

Deixa dizer-te os lindos versos raros
E sintas no ouvido a minha boca
A sussurrar sons ternos e caros
Sem eles, a minha alma fica oca.

E ponho-me a pensar já em silencio
E da alma que escorre sobre o nada
Sentindo como os teus olhos afagam
E vejo-te etérea como fada

Tenho o teu olhar contemplando o meu
Mas sinto-me sózinha e vazia
De memórias presentes e sem fim

E continuo a olhar pelo raro véu
És para mim amor e alegria
Enfim, quero para ti o imenso céu