Mostrar mensagens com a etiqueta Exercício individual. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Exercício individual. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Meninas

Menina princesa
De porte altivo
Brilha toda em ouro
Tem o mundo em volta
Para deslumbrar

Menina menina
De rosto cansado
Vive para dar
Uma vida ao lado
Menina sem luz

Cai a névoa densa
Que o pintor desenha
Cai sobre princesa
Cai sobre menina
Cai como num sonho
A querer transformar
Menina ou princesa
- Em criança

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008




Olhares esguicham
furam-lhe as fendas.
Composto
bidimensional,
esmagado a céu aberto.


Imposto,
centro massivo
velho e excessivo,
pelas bordas quer fluir
o foco exige abrir.

Tenta o anão,
escorrega
no pé da criança,
agarra-se
ao hábito da fé,
mas cai
entre nós e o cão.

Silêncio.

Regressa pelo espelho,
ao fundo
reflecte o passado.

Pousa o pincel,
sai pela porta.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

As meninas




Atrás de cada porta há um fantasma
e por baixo das saias da pequena infanta erguem-se castelos com escadas de açúcar
não levam a lado nenhum porque nada leva a lado algum.
Velásquez vê as notícias em tela de marca - Portugal foi perdido e das Américas vêm pouco ouro,
a seguir dá "apocalipse now" depois de umas quantas guerras
A História Universal é de um tédio avassalador e
o tempo não é passageiro porque o tempo não existe,
se existisse também não seria passageiro
Velásquez e as meninas hão de ver com pouco interesse agora num plasma
é perigoso desenhar
no quarto ao lado as infantas brincam no hi5 e alisam os cabelos tristemente.