quinta-feira, 27 de novembro de 2008

The Patriarch

"what’s in a name?"
William Shakespeare, in "Romeo and Juliet" (c. 1595)


Some signs, a word, a sound
A context in which I’m found

One framed photograph in shades of black and white
The endless singing embrace on a long feverish night

Grey hair gently divided by a thin comb
Wide opened arms, welcoming me home

Caring eyes, deep and wise, looking after me
Feeding the present with their far memory

Heavy, holy like, lines across a familiar face
Meandering map roads pointing to this one place

A big cold stone where I sit and watch the trees
Voids that hurt so I curl up and hold my knees

A learnt by heart book of incredible stories
A newborn hope for great and future glories

Unspoken thoughts in a glance shared with others
The witnesses of my life: my sisters, my brothers

A root, a roof, a race. A sea world wide long
Breaking on the shore where I feel I belong

Unified as an infantry army, protective as the wolf’s pack
A gang that will always take me, unconditionally, back

One collective soul and one state of mind
Divided in parts we can all secretly find

This is my name, this is my ground
The life’s concept to which I’m bound


R. Patriarca
twentyseven.november.twothousandandeight

5 comentários:

josé ferreira disse...

Afinal Shakespeare deixou frutos num blogue "Como é o nome?": A sea like olive oil!
Gostei muito. Parabéns.

Elza disse...

Raquel: ADOREI o teu poema!!! A canção que entoas, os significados. E, claro, não fiquei indiferente ao titulo: "The Patriarch"!!! Muito bom, mesmo!

Joana Espain disse...

Adorei este poema. Em especial estes versos:

One collective soul and one state of mind
Divided in parts we can all secretly find

This is my name, this is my ground
The life’s concept to which I’m bound

Acho perfeito. Deve ser óptimo saber brincar assim com os nomes noutra língua.

Marlene disse...

Raquel,

Gostei muito de todo o poema e em especial de passagens tão poéticas como esta:
"Heavy, holy like, lines across a familiar face
Meandering map roads pointing to this one place"
Pois o tempo pode marcar os seus caminhos na face com as linhas
"das noites de não" e essas linhas são também o nosso nome e identidade.
Achei também muita graça ao detalhe de a data por extenso, tua imagem de marca, vir agora em inglês como o poema.

Ana Luísa Amaral disse...

Muito, muito interessante o seu poema! Cheio de ritmo e de musicalidade -- gostei imenso das aliterações que consegue. Um desafio, Raquel: substituir certas expressões como "a love so pure and so strong" (que é um pouco lugar em inglês) por outras menos comuns. Por exemplo, "unified as an infantry army" é uma imagem muito forte e muito boa!