terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Arco-íris


Deem-me um Arco-íris para caminhar
Para o lado de Lá de mim,
Essa Música que me embala e me deslumbra,
Lugar onde talvez faça sentido a Vida –
Só Aí a opacidade do meu ser
Será a transparência que me busco –
[De onde venho e para onde vou, afinal?
Aqui o mal é viver enredado na vertigem triste.]
Atravessarei a Ponte e a estreita Escada
De cores indeléveis que tecem o Arco-íris?
Quem sabe? Encontrarei Nele a minha essência?
Sei bem a solidão da angústia que habitou Emily –

A Poesia é sempre da escada a balaustrada
Sobre o qual se debruça o meu olhar –
2014.02.24

José Almeida da Silva