terça-feira, 17 de maio de 2011

fala-se da alma


Guy Bourdin

quando se diz que não acaba fala-se da alma
a alma eterna que vence o humano
a alma sensação que desaba irremediável
nos abismos da chama
sem corpo
essência perfeita no ar de uma existência
máxima e transparente, a alma -

a alma é forte, a alma invade os tectos e ilude as distâncias;
a alma a alma a alma a alma a alma -

a alma sangra mas permanece
na improbabilidade positiva dos teus gestos -

José Ferreira 16 Maio 2011

2 comentários:

Elza disse...

'a alma é forte, a alma invade os tectos e ilude as distâncias;
a alma a alma a alma a alma a alma -

a alma sangra mas permanece
na improbabilidade positiva dos teus gestos -'

Gostei muito, José!!!

António Pinto Oliveira (António Luíz) disse...

Será a Alma o que fica de nós além da morte? Alma, ou eu enérgico, espiritualidade febril, a "marca registada" tangível que fica de cada um de nós no post-mortem ? Quanto mais tangível fôr, mais atraente e imortal será, é óbvio. Mas as "boas almas" devem impregnar-nos de vida, de uma feroz energia vital, se assim o permitirmos. Consequentemente, "invadiremos todos os tectos, e iludiremos todas as distâncias" por mais longínquas ou dilatadas que elas sejam. Só assim de mãos dadas seremos felizes guerreiros da vida, alicerçados no prazer da tua permanencia , oh Alma, " na improbabilidade positiva dos teus gestos".
José, parabéns pela escolha e atitude perante o tema, pois o que importa é que a "Alma sangre", mas nunca morra.
Abraço amigo do " António Luíz ".