sexta-feira, 11 de março de 2011

dor

dói-me o sono.
dói-me o estar acordada.

custam-me as palavras
transparentes
em desalinhos de nada.

custa-me a página vazia
densa e opaca
na vigília da madrugada.

raquel patriarca | dois.fevereiro.doismileonze

3 comentários:

Sandra disse...

Viver dói...

Anabela Brasinha disse...

Olá Raquel,

"Olha que o título até está bem!",
mas não penses que te vais desmarcar do tal "curso de títulos", já deves estar a pensar , nem tu.
Nada é perfeito, mas está quase lá.

Gosto desse,
"custa me a página vazia
densa e opaca",
não fosse assim a insónia.

Abraço

josé ferreira disse...

Raquel os momentos imaginários ou provocados por um livro, um teatro ou um quadro quotidiano existem e se, e por acaso, se criam os retratos na poesia das palavras há que os soltar. gostei muito.