segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PENSAMENTOS À BEIRA-MAR

Passeando à beira do mar,
sob sol abrasador,
vejo jovens tão esbeltas
de calção, ou mini-saia
em posturas tão dengosas e sensuais,
lembram-me outros amores
em tempo de paixão fulgente!
Tempo em que se renasce p´ra vida,
para a ternura sem fim,
para a sensualidade desmedida
a roçar a perenidade...
.............................................
Mas a vida nos adormece
e tão excessivamente,
a falta de criatividade prevalece
com desniveladas bonanças
ou com desejos intempestivos,
por vezes avassaladores!...
.............................................
Penso e não entendo,
porque motivo plausível
se brandem críticas (sub)-conscientes
para que nos deixemos transformar,
como da noite para o dia,
de forma voraz e tão negativa,
comprometendo a emotividade da vida!
...............................................
? Não representamos nós "o Amôr",
e por isso mesmo
"o Comando" do mundo e da Vida?!...
.............................................
Mas de novo não entendo,
e tanto queria estar errado,
porque razão quem comanda
tanto agride o seu aliado?...

(António Luíz, in Poesia pragmática / Poemas de Vidas
- próxima publicação 2010).

1 comentário:

Iris Pereira disse...

Eu nos vôos noturnos encontrei-me neste mar de azeite e não como em um pesadelo mas como num sonho real no qual não quero mais acordar, pedi tão pouco e foi-me dado tanto, fui tão além da minha curiosidade que conheci o o que inesplicavel em palavras e versos, fiquei tão boquiaberta com tanta beleza e riqueza de dizeres que esqueci de voltar enquanto ainda se fazia escuro e fui ficando por lá, passei tanto tempo lendo que vieram as luzes do dia e perdi-me de vez neste mar de azeite, estou ainda aqui sem vontade alguma em volta pra meu espaço noturno, meu medo é unicamente não mais querer deixar toda essa beleza e prender-me de vez neste porto seguro onde mesmo em meu vôo solitário não me sinto só
Íris Pereira