sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A derme adormecida

A derme adormece endémica
sede pele vermelha
na quente tarde que queima
(toalha de felpo montes de areia)
lençol que passeia uma outra pele
macia indelével invisível de tela
branca tontura as ondas perto.

Se a nuvem se descuida e voa a mosca
afasta-se a espuma retoma a forma
o fresco ciúme de sol posto
na derme
que acorda e estremece.

1 comentário:

Marlene disse...

José,
Como sabe eu gosto muito desse mundo microscópico que nos ocupa de tecidos, células e glândulas vivas. E obviamente que gosto muito deste poema que ignora a epiderme e desce fundo à derme adormecida ao sol.
É ao mesmo tempo divertido e musical e não causa qualquer alergia cutânea! Pelo contrário acalma pruridos e urticárias poéticas.