sábado, 15 de novembro de 2008

Debaixo da buganvília

Duas almas se tocaram
Há longo, longo tempo
Debaixo da buganvília
Que crescia
Num jardim de sonhos e melaço.

Duas almas esvoaçaram
Dançando ao vento
Debaixo da buganvília
Que crescia
Num eterno e doce abraço.

Promessas e juras de amor
Promessas que a brisa levou
Debaixo da buganvília
Que crescia
Nada ficou.

Mas ainda separadas pela dor
Duas almas não deixaram de sonhar
Debaixo da buganvília
Que crescia
De voltarem um dia a se encontrar.

Elza (Pi)

2 comentários:

josé ferreira disse...

Gostei da música do poema e da repetição da buganvília, das buganvílias, de uma dança num jardim de sonhos e melaços, que embora feita de momentos bons e momentos menos bons, sempre segue em frente perante o crescer atento da buganvília.
Parabéns!

Maria Celeste Carvalho disse...

Adoro buganvílias e gostei imenso do teu poema, Elza!
A vida é mesmo assim: feita de encontros e desencontros!
Mas, a buganvília, a esbanjar beleza e cor, lá estará à espera, do momento lindo, do reencontro!

MC