terça-feira, 28 de outubro de 2008

Noites sem medos ( e sem estereotipagem)

Fantasma, de voz rouca sem percalço,
já moribunda quase a desfalecer,
porque vens de novo em meu encalço,
Se eu jamais te irei acolher ?

Não queiras fadiga, turbulência ou guerra,
goza teu exílio p'ra que eu não vocifere;
não sei quem tu és, eu pertenço à terra,
Qu' importa quem és p'ra que eu te venere?


Larga-me, solta-me para a vida,
desprende-me de teu louco jugo,
pois minh' alma de ti se quer desjungida!

Liberta-me, quero brincar e sorrir,
caminhar em frente, olhar o meu burgo,
gritar paz, liberdade , mas sem lhes mentir!


( António Pinto Oliveira - 2008 )

1 comentário:

Transparências disse...

Mais um lindo poema do meu amigo, com uma sensibilidade muito subtil.
Obrigada por esta oferta