com tendência para rios
domingo, 20 de janeiro de 2013
com tendência para rios
terça-feira, 23 de outubro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
finjo não ouvir o trabalhar
de operários de amor
navio de espelhos que pulsa
em ombros lançado
devo ignorar a luz que abandona os sinos ao entardecer
imperturbáveis, e a mim não,
vem assistir a este pulsar
vaidosa ao espelho
devo ignorar noites de cidades gravadas nos pulsos
ser navio que cavalga
e ter milhares de portos para descarregar o mundo
cantar mais alto que a matéria sem vontade
soprar devagar onde escureça
e deixar que a luz oscile em cada olhar cruzado
sem o querer descruzar
devo ser feliz à desgarrada
operário de um só pulsar
e os sinos nunca denunciar
domingo, 27 de maio de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
na minha rua
a acrescentar curva à luz
de morar
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
de substâncias amedrontadas
seguem-se de pequenos
não de sustentarem agudos de gaivotas
a chamar a sombra dos chapéus antigos
às mesmas paredes
mais o quê
não há mais água
a água lembra-se de toda a água que já foi
até voltar a ser-nos
(ouvi o mar ter conversas estranhas com a água dentro de mim
à janela redonda do décimo andar de um navio)
estou envolvida com outra coisa
se é um bicho sozinho no universo
no instante de uma cereja
a imaginar
para passar de me cair
(nem vazios que saibam coser)
caio-me mais do que me quero
onde só precisávamos de ver o chão
muito antes do tempo de dois pés
quarta-feira, 20 de julho de 2011
só uma onda que ri
só uma onda aos ritmos
podia ser água
e a certeza com que se espalha,
o resto
(palavras em poços
que reflectem
circunferências na superfície)
tende a magoar
quando rodas sobre ti
a velocidade não serve de nada
o vento é só teu
os extremos a tua curvatura
e o sopro do poço vem devagar
deixar duas dimensões à solta de não saber
não deslizar pelas lâminas circulares
entre uma e outra ir saltando
sem violino
ao ritmo de ecos
se o cérebro é maior que o mundo
que o segundo não caiba no primeiro
não se cria energia quando tremo
pela rotação de uma palavra
rir contigo
nos teus modos de ondulação
montar um touro azul e entrar pelo poço ao vento
que não se afaste assim a matéria com medo do escuro
(às vezes despeço-me dos bichos
com um dedo que não é mão)
quero dar um beijo a um átomo
sei que se amam quando se rodeiam
deitar-me com um planeta
contra todos os contractos
que me trouxeram a esta escala sem lugar
também tenho medo do escuro
por mim seguia na água
até ao lugar comum
esse espaço inocente
que se abre entre as sobrancelhas dos bichos
onde se come a energia exacta para comer
a boca não sabe a época
mas ouvimos o fundo dos poços
há uma exacta inclinação das variáveis
para lhes espreitar
e ela ri-se com
a rotação de todos os polegares
na inclinação exacta de nos amar