Mostrar mensagens com a etiqueta publicado por José Ferreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta publicado por José Ferreira. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia de Portugal



Uma das sete maravilhas de Portugal no mundo. Por lá andou Camôes e salvou de afogamento as preciosas folhas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A Cachoeira de Paulo Affonso

O BAILE NA FLOR


Que bellas as margens do rio possante,
Que ao largo espumante campêa sem par!...
Ali das bromelias nas flores douradas
Ha sylphos e fadas, que fazem seu lar...

E em lindos cardumes
Subtis vagalumes
Accendem os lumes
P'ra o baile na flor.

E então nas arcadas
Das pet'las douradas
Os grilos em festa
Começam na orchestra
Febris a tocar...

E as breves
Phalenas
Vão leves,
Serenas,
Em bando
Gyrando,
Walsando
Voando
No ar!...

Poema original brasileiro de Castro Alves publicado em 1902 no rio de Janeiro.
Como curiosidade o editor era de Paris H.Garnier - Rue de Saints-Péres, 6
e tinha delegação no Rio de Janeiro na Rua do Ouvidor, 71-73(escrevi as palavras como vêem publicadas na edição que referi)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

3ªFase com Ana Luísa Amaral

Caros colegas de navegações poéticas

Ainda não foi possível iniciar a 3ªfase devido a não haver um nº mínimo de inscrições.
Há ainda a possibilidade de início na próxima semana se até segunda feira se atingir os doze participantes.
Se puderem divulguem.
Se puderem participem e publiquem no blogue escritos, ideias, factos de forma a manter acesa a diversidade criativa dos poetas aprendizes!

Saudações poéticas a todos

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia mundial do livro


Não seria de bom tom ficar por assinalar no blogue a transição que permite a partilha de tantos milhões de palavras em tantas diferentes expressões, para tantos milhões de pessoas através dos livros. Por isso participemos e no dia de hoje, pequeno ou grande, se houver disponibilidade procure-se e compre-se um livro, um novo amigo nada exigente.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia da Terra


foto Bullit Marquez/AP




O dia da Terra passa quase despercebido em Portugal. Criado em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Neson, manifesta-se essencialmente nas escolas do país.

O que começou, em 1970, como um protesto nacional contra a poluição, é assinalado à escala mundial, com iniciativas centradas na preservação do Planeta e na importância da reciclagem.

Por todo o país decorrem actividades que comemoram o Dia da Terra, assinalado mundialmente, a partir de 1990, no dia 22 de Abril.

No Porto o projecto "Together Green", vai oferecer flores na Rua S. Francisco Xavier. Se um dos 78 estudantes de “t-shirt” verde mobilizados para a campanha lhe oferecer flores não estranhe, não é "Impulse", é o Dia da Terra.

(Copiei de um site a imagem e o texto) Não temos outra.A Terra é a nossa casa há que cuidar dela: "R" e "R" e "R" - Reduzir, reciclar reutilizar! Esta é casa maior que existe logo os problemas são muitos, mas as gotas todas juntas fazem um mar, com a contribuição de uns poucos podemos começar pela nascente e com muitos seguir o rio!
Sejamos atentos!

domingo, 11 de janeiro de 2009

O relógio na pedra mármore

Sempre coloco o relógio
na pedra mármore ao deitar.
Esta noite não. Apertou o pulso
na canção pontual do ponteiro
dos segundos
marcando esquecidos sonhos
na noite fria das neves;

um compasso fora d'horas
no fim do concerto da Trindade
cantar de Reis ultrapassados
melodias de Mozart e Vivaldi
orquestra de alunos
Jingle Bells
um coro juvenil
um outro mais avançado.

Notas de músicas crescendo acima
da cúpula antiga no altar dourado.
Sons de eco mais de mil
os ouvintes sentados nem tantos
um grupo de pé jovem, de rastas
e um skate de arte spray.

Dois metais dominantes, um de trompa
e a batuta do maestro escovinha
oscilando a mão entre "sotenutos"
e os tempos moles ou vibratos
de vozes brancas
colarinhos de golas altas
calças de vinco
vestidos sem repas.

Não levei luvas apenas capote
carapuço de costas lustrando
o apoio das semanas de mãos postas
e joelhos de martírio nos "Avés"
dos desejos de pedidos.

Escondi os punhos mangas dentro
lembro-me do revirado relógio
mostrador às voltas mirando
medidos batimentos.

No alto contrabaixo vi a descendência
do pequeno violino nem cabelo
nem o arco nos tempos das cabeças.

Por três vezes caíram os óculos
entre o colo e os joelhos
escorregando o programa
entre as palmas e os silêncios.

Recontei os dias, a vida real:
dez anos de música
crianças pela mão
milhares de passos
na escola antiga
alguns na actual.

Desfiei as diferenças minhas
dos outros que usam barbas
madeixas, olhos pintados:
"que bonita que ficou
aquela rapariga"
e os mais velhos, mais vincados
como eu
neste recuo de idades.

No altar-mor da igreja
a figura do menino em pontos luz
iluminada nos fios descaídos
de àrvore de Natal
de olhar feliz, as mãos ao alto
os pés pequenos e o espírito
que descia e abençoava
os pais queridos, o filho amado.

Não parecia de cerâmica o Jesus
talvez fosse de Deus o brilho
que me lembrou o dia e o vitral
na catedral de Reims

Ontem esqueci-me é verdade
não coloquei o relógio no mármore
e é costume colocá-lo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Minúcia difícil de pontas

Desculpa mas sinto a morrinha
a imagem do leão sobre a águia
no alto obelisco da Rotunda

Caem penas de lento oscilar
demoram o tempo do voo da cegonha
entre a tília e árvore das camélias

No centro do banco gasto
no espaço de tábuas abertas
crava-se a ferrugem de follhas
recortadas e o silêncio
no deserto de graus negativos
de ser só um

Um e a natureza por cima do ombro
olhos grandes nas letras pequenas
de um caderno azul de argolas

Um e a caneta de tinta permanente
a das verdades de lâminas aguçadas
chuva de bocas abertas no redondo
das orelhas, versos aos pedaços
flocos bailarinos em dança de estrelas
na minúcia difícil de pontas
sem gente nas areias e terras
de um palco só jardim

No gesto estranho e louco, acto repetido
tudo miudinho, um sal grosso de tintas
aos bocados no bolso do casaco de veludo
ainda dentro de linhas, lado para lado
sem bússola na mistura de letras, dos factos
entre dedos de mistura no poema rasgado

Altero os óculos e as lentes de claro
até escuro, atravesso a alameda
passeio a teimosia na dobra do cabelo
e sopro algum que cai junto ao bico
do sapato, entre o verde e o vermelho
do semáforo

Enquanto surge aquele fio de luz
que espanta o orvalho
e a morrinha feiticeira
nos vazios da cidade.