Tripas coração tantas memórias
O mar longínquo dança-lhe no olhar
É longe o porto para o alcançar
E oculta grande parte do caminho.
O Infante sabe-o mais que ninguém,
E o que é preciso também e solta a
sua súplica – E a carne para levar?
São muitas as bocas a comer, e os
Nautas hão-de ser heróis por dar a
Saber ao Mundo novos mundos
Estendendo ao longe o nosso Império.
Quem não faz das tripas coração
Para um tão nobre intento invicto?
– O Porto empunhou o estandarte:
Repartiu e escolheu a menor parte.
Assim pelo coração se fez tripeiro –
2011.03.15
José Almeida da
Silva










