sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tripas coração tantas memórias


Tripas coração tantas memórias 
O mar longínquo dança-lhe no olhar 
É longe o porto para o alcançar 
E oculta grande parte do caminho. 
O Infante sabe-o mais que ninguém,
 
E o que é preciso também e solta a 
sua súplica – E a carne para levar? 
São muitas as bocas a comer, e os 
Nautas hão-de ser heróis por dar a 
Saber ao Mundo novos mundos 
Estendendo ao longe o nosso Império. 

Quem não faz das tripas coração 
Para um tão nobre intento invicto? 
– O Porto empunhou o estandarte:
 Repartiu e escolheu a menor parte. 

Assim pelo coração se fez tripeiro –
2011.03.15
José Almeida da Silva

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