Dentro de nós as
casas habitam-nos
Casas de nós
mesmos somos deuses
Os lugares dos
outros em nós
Repousam nos
quartos íntimos da dor
Dentro de nós os
outros habitam-nos
Casas de nós
mesmos entranham-se na pele
Pertencem ao
mesmo respirar do nosso nome
Repousam-nos no
ventre e dançam
Dentro de nós as
horas habitam-nos
Casas de nós
mesmos gravam-se em rugas
Repousam no tempo
vivido da memória
No vai e vem do
coração apressado
Dentro de nós só
o amor conta histórias
Casas de um poema
e de poetas que se juntam
Pertencem ao
mesmo respirar do nosso nome
Embalados nas
artérias do sentir
A sorrir
pensamos: como é bom chegar a casa!
Liliana de Castro
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