terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O poeta, mera bicicleta,
corre sem fim,
atrás de um preciso              outro Verão.

Olhos abertos de mar,
esquecidos de ti ,
maresia de espaço,
recoberta de ontem,
areia de livros,
heterónimos  de nós ,
gelados de toques,
sabor a tantos como nós ,
correntes submersas
de sim                           
 e de não.

O poeta, mera bicicleta,
poros cerrados,
principio do fim
 poema inacabado,
daquele preciso                    outro Verão.


Teresa Freitas

1 comentário:

Mar Arável disse...

De bicicleta

por sobre as águas
a remar em todas as estações