segunda-feira, 17 de março de 2014

os teus olhos no meio da cidade



naquela tarde de março o sol era um astro luminoso
onde   raios  oblíquos atravessavam o azul, um azul ténue –
               
não era ainda o dia das glícinias
era um dia de camélias  distintas
e de múltiplas flores de azálias em cores de vestidos –

as flores existem como invenção dos deuses num dia de luz e brisas.
as flores fundem-se  nas mãos das mulheres numa harmonia uníssona
como uma música sem som, só nos ouvidos –

como naquela tarde de março, quando 
as tuas mãos límpidas e longilíneas
faziam dançar as pétalas, em círculo, em círculos
de uma sensualidade pura, descobrindo

a cor dos teus olhos e a verdade do sorriso –

josé ferreira 16 de março 2014

1 comentário:

Anabela Couto Brasinha disse...

Olá José!
Bonito poema! gostei bastante das "flores existem como invenção dos deuses".
Continuação de bons escritos.