
naquela tarde de março o sol era um astro luminoso
onde raios oblíquos atravessavam o azul, um azul ténue –
não era ainda o dia das glícinias
era um dia de camélias
distintas
e de múltiplas flores de azálias em cores de vestidos –
as flores existem como invenção dos deuses num dia de luz e brisas.
as flores fundem-se nas mãos das mulheres numa harmonia uníssona
como uma música sem som, só nos ouvidos –
como naquela tarde de março, quando
as tuas mãos límpidas e
longilíneas
faziam dançar as pétalas, em círculo, em círculos
de uma sensualidade pura, descobrindo
a cor dos teus olhos e a verdade do sorriso –
josé ferreira 16 de março 2014
1 comentário:
Olá José!
Bonito poema! gostei bastante das "flores existem como invenção dos deuses".
Continuação de bons escritos.
Enviar um comentário