segunda-feira, 2 de setembro de 2013

e por vezes os cisnes

 
 imagem daqui

o transitório não te define.
a linha, o ponto, a vírgula, o tracejado
ou mesmo a curva que se inclina sem fim à vista.
permanece o indefinível, o que se recupera depois do redemoinho.
somos sempre a um lugar de janelas e de cortinas
entre  transparências e  sombras da mente.
entre verdades que se tornam acessíveis
e mentiras que se escondem
entre o espelho dos lagos
e a poeira dos dias.

somos sempre
e por vezes  os  cisnes –


 josé ferreira 2 de setembro 2013

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