quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

sempre essa pressa de tempo


Erica Hopper


sempre  essa pressa de tempo,  de minutos cessantes
de uma  vida de fluxo, de rio, de correnteza, de frio e estios
e, subitamente, os segundos ausentes de um resto de mundo.
sim, não é desperdício deixar voar segundos vazios
não, não é o subterfúgio da desatenção
não, não é um  assobio extenso,  em direcção ao Sul –

o sossego do pensamento é sempre a paragem  do pêndulo
a passagem para um outro lugar
como se uma mão imensa segurasse as cataratas e terminassem os ruídos
e só os pássaros, nas árvores, os pássaros
dessem por isso –

josé ferreira 22 janeiro 2013

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